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  • hikafigueiredo

“A Essência da Maldade”, de Freddie Francis, 1973

Filme do dia (59/2023) – “A Essência da Maldade”, de Freddie Francis, 1973 – Final do século XIX, Grã-Bretanha. O professor Emmanuel Hildern (Peter Cushing) volta de uma expedição na Papua Nova Guiné trazendo o esqueleto de um homem pré-histórico diferente de qualquer outro já visto. Ao analisá-lo, o cientista descobre que, quando exposto à água, o esqueleto tem o poder de se recobrir novamente de carne.





Ai, ai. Começou a temporada de ver filme de terror de qualidade duvidosa. Como a última obra vista – com a qual, inclusive, guarda algumas similaridades curiosas -, o filme traz um argumento até razoável, que poderia abrir margem a uma história interessante, mas que desenvolve uma narrativa para lá de equivocada e capenga. Misturando de forma frágil diferentes questões – as descobertas científicas, o relacionamento conturbado do protagonista com o irmão, e o histórico de condição psiquiátrica familiar -, o filme faz uma “salada” sem muito sentido, não se decidindo acerca do que exatamente priorizar. Neste panorama, o roteiro mostra-se errático e o desenvolvimento dos personagens é raso e confuso. Para piorar, o machismo estrutural, fruto do patriarcado, que retrata uma mulher livre e dona de sua sexualidade como essencialmente louca e má (mesmo se considerarmos que o roteirista e o diretor tenham sido apenas infelizes na maneira como retrataram a personagem com uma suposta condição psiquiátrica, é fato que é sintomático a forma como apontaram essa situação). Vale, ainda, observar como é retratado o hospital psiquiátrico – uma prisão onde os assistidos eram tratados de maneira cruel e degradante, expostos a verdadeiras torturas e usados para experimentos científicos: vale como alerta e incentivo à luta antimanicomial. Mas, para mim, pior de tudo foi o desfecho da obra: além de clichê, um verdadeiro anticlímax. A narrativa é um grande flashback, num ritmo irregular. A atmosfera é de leve tensão que não chegou a me “pegar”. O desenho de produção até me agradou com sua pegada “gótica”. A fotografia colorida e bastante convencional não surpreendeu, mas tampouco desagradou. Achei sensato o filme se limitar a mostrar a ossada da criatura pré-histórica, evitando efeitos especial desnecessários e que certamente seriam insatisfatórios. O elenco traz de novo a dupla tão icônica Peter Cushing e Christopher Lee – o primeiro como o Professor Emmanuel e o último como seu irmão James Hildern. Ah, suas interpretações não são dignas de prêmio, mas sou muito fã deles, adoro vê-los em ação (passo pano mesmo! rs). No elenco, ainda, Lorna Heilbron como Penélope, na minha opinião, péssima, ajuda a baixar a avaliação do filme; Kenneth J. Warren como Charles Lenny, personagem que não diz a que veio (sério... qual a função desse personagem na trama?); Jenny Runacre como Marguerite; e Catherine Finn como Emily. Então... outro filme dispensável (tem horas que os boxes da Versátil são difíceis de lidar, viu). Não curti não.

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