• hikafigueiredo

"A Harpa da Birmânia", de Kon Ichikawa, 1956

Filme do dia (59/2017) - "A Harpa da Birmânia", de Kon Ichikawa, 1956 - 1945, Birmânia. Um grupo de soldados japoneses encontra-se na floresta birmanesa, lutando contra soldados ingleses, durante a 2a Guerra. O grupo, liderado por um capitão amante de música, luta e canta quase na mesma proporção. Ao chegarem em uma vila, são tomados pelos ingleses e descobrem que o Japão já havia se rendido. No entanto, um outro pelotão continuava resistindo em uma montanha. Dentre os soldados, Mizushima (Shôji Yasui), um tocador de harpa, é destacado para subir a montanha e convencer aqueles soldados a se renderem. Inicia-se, então, a jornada de Mizushima, que modificará profundamente seu futuro.





Considerado um clássico japonês daquela década, o filme discorre sobre respeito e responsabilidade - perante os mortos e os vivos. Mizushima, ao deparar-se com dezenas, centenas, de cadáveres abandonados pelo seu caminho, conscientiza-se da humanidade daqueles e de si próprio e recusa-se a tirar-lhes tal condição, mantendo-os no abandono. Assim, percebendo a urgência em devolver a dignidade aos que se foram, opta por fazer disso uma missão, renunciando à sua pátria, a seus companheiros e à sua própria vida. A despeito da bela e profunda mensagem, no entanto, o filme me fez sofrer um bocado pela sua lentidão e pela demora em estabelecer seu objeto - a jornada de consciência de Mizushima demora a começar e demora mais ainda a tomar forma. Talvez eu esteja apenas em um mau dia (eu sempre considero essa possibilidade), mas achei a obra arrastada e me deu um sono danado. Em todo caso, quem gosta de cinema japonês deve, ao menos, fazer um esforço para ver.

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