• hikafigueiredo

"A Irmandade de Satanás", de Bernard McEveety, 1971

Filme do dia (98/2022) - "A Irmandade de Satanás", de Bernard McEveety, 1971 - Uma família chega a uma cidade onde crianças estão sumindo misteriosamente. Ao tentar sair do local, a família percebe que uma estranha força parece mantê-la dentro dos limites da cidade.





Apesar do argumento criativo - que, inclusive, parece ter servido de inspiração para, pelo menos, outros dois filmes de terror de ótima qualidade, cujos nomes vou me abster de falar para não acabar incorrendo em spoiler - o roteiro tem alguns problemas meio complicados quanto ao seu desenvolvimento, com mudanças drásticas no comportamento de alguns personagens sem qualquer explicação para tanto. A história gira em torno do desaparecimento de crianças da cidade, todas numa estreita faixa de idade, e das mortes misteriosas e violentas dos pais destas. Sem saber de nada, uma família chega ao local e, após passar um susto com a reação dos moradores à sua chegada, descobre que não consegue sair dali. A narrativa é linear, num movimento um pouco errático, mas com um ritmo bem marcado, agradável e adequado à história. A atmosfera é de suspense e tensão crescentes. O desfecho, na minha opinião, é ótimo, amarra muitíssimo bem a obra. Agora, o filme não poderia ser mais "B", evidenciando o baixíssimo orçamento disponível, portanto, não espere uma obra prima na forma e apresentação porque você vai se frustrar. A fotografia colorida é um tanto "desmaiada", isto é, pouco saturada, algo muito comum nos filmes norte-americanos do começo da década de 70 (nunca soube o porquê). Mas, o que mais evidencia as poucas condições da produção é o elenco pouco ou nada conhecido, cheio de intérpretes bastante limitados. No papel de Ben, pai da família encurralada na cidade, Charles Bateman, que atuou muito mais em programas televisivos do que em cinema, numa interpretação bem insossa; no papel de Nicky, sua companheira, Ahna Capri, muito bonita, mas igualmente pouco inspirada; como a menina K.T., Geri Reischl, atriz mirim da década de 70. A obra é divertidinha e me prendeu, mesmo com toda a limitação da produção e alguns bons buracos no roteiro. O desfecho poderá parecer um pouco previsível para quem viu os dois filmes posteriores que eu comentei, mas, deve ser lembrado que esse filme é anterior, logo, a saída criativa é toda mérito desta obra. Mesmo sendo "Bzão", eu curti.

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