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  • hikafigueiredo

"A Quarta Aliança da Sra. Margarida". de Carl Th. Dreyer, 1920

Filme do dia (150/2019) - "A Quarta Aliança da Sra. Margarida". de Carl Th. Dreyer, 1920 - Sofren (Einar Röd) é um aspirante a pastor e namorado de Mari (Greta Almroth). Ocorre que o pai de Mari não permite o casamento entre os enamorados até que Sofren assuma, efetivamente, uma paróquia. Sofren consegue, finalmente, uma nomeação para uma paróquia, mas, pelas tradições locais, ele precisará casar com a viúva do antigo pastor para assumir o posto. A viúva, no caso, é a Sra. Margarida (Hildur Carlberg), uma idosa com fama de bruxa.





Esta simpática obra, de apenas 71 minutos de duração, consegue, em pouquíssimo tempo, fazer com que o espectador passeie por diferentes emoções no que se refere não só à narrativa, mas, principalmente, à figura da personagem Sra. Margarida. Se o filme inicia com uma pegada ligeiramente cômica - de evidente humor negro, diga-se de passagem - na sua parte final há uma significativa mudança de tom e a comicidade dá lugar a sentimentos mais ternos, restando, até mesmo, certa "lição de moral" ao fim da obra, apontando para o equívoco do "pré-conceito" e a necessidade de se "ouvir mais e julgar menos" (continuo achando Dreyer um homem à frente do seu tempo, com uma leitura da vida ponderada e crítica, absolutamente atual mesmo cem anos após suas obras). Apesar da simplicidade da história, ela é conduzida com maestria pelo diretor, já indicando o talento de Dreyer, confirmado, posteriormente, por inúmeros outros filmes. No elenco, Einar Röd consegue imprimir, ao personagem Sofren, a comicidade necessária, não tirando, no entanto, um lado meio trágico de sua figura, dando-lhe uma complexidade que dá "espessura" à história. Já a atriz Hildur Carlberg nos premia com uma Sra. Margarida inicialmente sisuda, circunspecta, mas que, ao longo da narrativa, revela outras nuances que a tornam a personagem bastante interessante, mudando, completamente, nossa impressão acerca dela. O filme é uma graça, fácil e agradável de assistir. Curti e continuo tendo, em Carl Th. Dreyer, um dos meus diretores favoritos!!!! Recomendo, como tudo do diretor.

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