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  • hikafigueiredo

“Amanhã Eu Vou Acordar e Me Escaldar com Chá”, de Jindrich Polák, 1977

Filme do dia (94/2023) – “Amanhã Eu Vou Acordar e Me Escaldar com Chá”, de Jindrich Polák, 1977 – No futuro, o ser humano desenvolve uma tecnologia que permite viagens no tempo, que passam a ser promovidas comercialmente. Um grupo de nazistas monta um plano para voltar a 1944 e fornecer uma bomba atômica para Hitler, na intenção de modificar o resultado da guerra. Para tanto, subornam o piloto da nave que os levaria ao passado. No entanto, o plano não será executado da forma que eles previam.





A sinopse deste filme Tcheco pode sugerir uma história pesada, tensa e até mesmo angustiante. Ledo engano. A pegada da obra é leve e repleta de humor ácido e, por vezes, non sense. O roteiro, adaptação de um conto homônimo de Josef Nesvadba, é muito criativo e brinca com a ideia de viagens no tempo e seu aproveitamento recreativo, assim como apresenta outras inovações e invenções do homem do futuro. A história aproxima-se de uma “comédia de erros”, com idas e vindas no tempo e encontros paradoxais entre os mesmos personagens do passado/presente/futuro. Eu, que comecei a assistir ao filme desacreditada nele, fiquei completamente envolvida e, ao fim, estava encantada com a história. É evidente que é uma obra para diversão, sem qualquer fundo filosófico - e alcança seu intento com maestria. O tema aproxima o filme da trilogia clássica oitentista estadunidense “De Volta para o Futuro” (1985,1989, 1990) e não duvidaria se tivesse sido inspiração para o filme hollywoodiano. A narrativa, inclusive, não se leva muito a sério e são muitas as passagens absurdas. Formalmente, a obra reflete essa comicidade autoimposta – os efeitos especiais são esdrúxulos, as condutas dos personagens são bizarras ou estereotipadas – como a passagem em que acompanhamos um casal dos EUA completamente ignorante e sem noção ou as agentes de viagem vestidas “a caráter” de acordo com o tema da viagem (pré-história, queda da Bastilha, etc). O elenco traz o ótimo Petr Kostka como o “piloto” Karel e seu irmão gêmeo Jan, os verdadeiros protagonistas da história (mas qualquer coisa que eu fale vai virar spoiler, então vou ter de ficar quieta). Eu, que jamais ouvira falar da obra, me diverti horrores e gostei demais do resultado. Recomendo com um sorriso no rosto.

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