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"Amor Eletrônico", de Walter Lang, 1957

Filme do dia (114/2021) - "Amor Eletrônico", de Walter Lang, 1957 - Richard Sumner (Spencer Tracy) é um especialista em informática contratado para reestruturar o departamento de pesquisas de uma grande rede de TV. A responsável pela área é Bunny Watson (Katharine Hepburn), que suspeita que ela e toda a sua equipe serão substituídas por um computador de última geração, gerando tensão no setor.





O filme, uma comédia romântica simpática e delicinha, tem como pano de fundo as modificações nas relações de trabalho resultantes do advento da informática - se, por um lado, os computadores simplificavam inúmeras tarefas, que passavam a ser realizadas numa velocidade muito maior, por outro tornavam alguns postos de trabalho obsoletos e dispensáveis, levando ao remanejamento ou até mesmo à dispensa de alguns profissionais. É focado neste receio que rondava os trabalhadores que o filme se estrutura e se desenvolve, não com o peso que teria na realidade, mas com a leveza de uma comédia de costumes. Assim, temos a personagem Bunny, responsável por todo um departamento de pesquisa em uma grande emissora de TV. Apesar de ser uma mulher moderna e independente, Bunny tem um relacionamento tóxico com Mike, um colega de trabalho que não se decide a assumir seu romance com a moça. É neste panorama que chega à empresa Richard Sumner, um especialista em informática, responsável pelo desenvolvimento de grandes computadores de alta performance (para a época, claro). A chegada de Sumner dispara um alarme em Bunny, certa de que será dispensada junto com a sua equipe, o que não a impede de desenvolver um relacionamento de intensa camaradagem e simpatia com o quase intruso. O filme funciona principalmente pela química insuperável entre Spencer Tracy e Katharine Hepburn que, além de parceiros em um sem número de obras, ainda eram casados, desde 1941, na vida real. Desta feita, a comédia ingênua, quase bobinha, ganha ritmo com diálogos ágeis e bem humorados no perfeito timing cômico de Tracy e Hepburn, de forma que, mesmo com toda a sua inocência, a obra acaba agradando quase qualquer público. No elenco, além da fenomenal dupla, Gig Young como Mike Cutler, o affair "furado" da personagem Bunny, e Joan Blondell como Peg, colega e amiga de Bunny. O filme é bonitinho, simpático e eu até gostei mais na revisita do que na primeira vez. Além disso, é sempre delicioso ver Tracy e Hepburn em ação - por isso, recomendo.

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