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  • hikafigueiredo

“Amores Eletrônicos” de Steve Barron, 1984

Filme do dia (35/2023) – “Amores Eletrônicos” de Steve Barron, 1984 – O arquiteto Miles (Lenny von Dohlen) adquire um computador e logo descobre que ele desenvolveu uma inteligência artificial. Quando Miles conhece Madeline (Virginia Madsen), sua nova vizinha musicista, ele logo se encanta por ela. Ocorre que a inteligência artificial de seu computador também se apaixona pela moça e passa rivalizar com o arquiteto.





Fincado nos gêneros ficção científica e comédia romântica, o filme perdeu, em parte, seu apelo pelo fato de muitas de suas hipóteses terem se tornado uma realidade bastante comum nos dias de hoje, o que fez com que a obra se tornasse um tanto quanto datada. Assim, coisas hipotéticas e quase inverossímeis para os anos 80 – como uma casa inteiramente controlada pelo computador por comando de voz, acionamento de comandos à distância, manipulação de dados de cadastros via internet e a existência de inteligências artificiais -, nos anos 2020 são questões rotineiras do nosso cotidiano e que não causam qualquer surpresa. Okay, ainda não temos inteligências artificiais rebeldes que se vingam de seus mandantes humanos (ainda, calma que a gente chega lá), mas isso é só uma parte do que seria a totalidade da “graça” do filme nos anos 80. Em outras palavras, o filme perdeu parte do seu encanto com o advento de inúmeras novas tecnologias desde que foi produzido. Por outro lado, não deixa de ser engraçado ver problemas da tecnologia completamente ultrapassados, como a internet discada, os monitores MUITO pixelizados e a inexistência do wi-fi – enfim, um outro e antigo mundo. Restou a parte da comédia romântica, que, se não é icônica como, por exemplo “Harry & Sally – Feitos um para o Outro” (1986) ou “Tootsie” (1982), apenas para citar duas comédias românticas da mesma década, é bonitinha, funciona bem e não decepciona. A narrativa é linear, em ritmo moderado e constante. O argumento, em si, deve ter sido excelente, na época da produção do filme, mas hoje, como já disse, mostra-se datado. Tecnicamente, a obra é padrãozinho – claro que a estética oitentista está lá no desenho de produção, mas até que aqui pegaram leve e não nos parece tudo tão esdrúxulo e exagerado como em outras obras daquele momento. O destaque, aqui, fica por conta da trilha sonora, bastante caprichada, com músicas da época, inclusive da cultuada banda Culture Club (lembra, a banda do Boy George?). Acerca das interpretações, confesso que não achei o par central dos melhores – para mim, faltou química entre Lenny von Dohlen e Virginia Madsen (irmã do ator Michael Madsen, queridinho do diretor Quentin Tarantino), dois intérpretes obscuros, muito embora não tenham feito um mau trabalho no filme, considerando-os separadamente. Achei um filme mediano, que, provavelmente, já foi melhor, mas que ainda dá para assistir atualmente.

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