• hikafigueiredo

"Ardida como Pimenta", de David Butler, 1953

Filme do dia (21/2021) - "Ardida como Pimenta", de David Butler, 1953 - Em uma pequena cidade do oeste vive Calamity Jane (Doris Day), uma moça com modos e aspecto pouco femininos, o que não impede de estar apaixonada pelo Tenente Danny Gilmartin (Philip Carey). Quando a cidade exige que uma grande atriz seja chamada para se apresentar no local, Calamity é desafiada por seu amigo Bill Hickok (Howard Keel) a ir buscá-la em Chicago.





Hoje vou confessar um "guilty pleasure" - eu adoro os filmes inocentes e comportados da Doris Day, algo muito fora do padrão de filmes que me agrada. Não sei porquê, talvez por memória afetiva, mas o fato é que sempre que tenho acesso, vejo os filmes da atriz. Hoje foi a vez desta obra, que conseguiu me agradar e desagradar ao mesmo tempo. A história é bobinha - os desacertos românticos da personagem Calamity Jane -, fácil de agradar, muito embora lide com um assunto que me é sensível, que é a imposição de padrões ao comportamento e estética femininos, mas entendo que um filme da década de 50 não poderia ser diferente. Evidente que a história é previsível antes de mesmo de alcançar a primeira meia hora, mas não vou negar que torci por Calamity desde o momento que ela apareceu em cena (até mesmo por identificação, já que minha natureza está mais para Calamity do que para Katie, a atriz que chega à cidade e é toda coquete). A obra une musical, comédia, romance e western em um corpo só - e muito provavelmente isso fará com quem curta demais algum dos gêneros torça o nariz para a mistura. Eu gostei bastante da pegada cômica e simpatizei com os personagens, mas alguns dos números musicais me foram insuportáveis (e aqui está o principal desagrado que mencionei) - em especial as cenas em que Howard Keel canta (detestei a voz dele). A qualidade técnica do filme deixa deveras à desejar, desde as "back projection" horrorosas, até as cenas externas feitas nitidamente em estúdio - tudo é bem fake, sabe. Mas então, do que você gostou afinal? kkkkk Acho que eu simplesmente gosto da ingenuidade dos filmes da Doris Day e assumo a extrema simpatia que tenho pela loira cantante, que aqui está impagável como a marrenta Calamity. Howard Keel me agradou como Bill, só não queria que ele cantasse. A personagem feminina e sexy Katie Brown foi interpretada por Allyn Ann McLerie (atriz de quem jamais ouvi falar). Sinceramente, o filme é uma bobagem, mas não posso dizer que não me prendeu e que eu não gostei. Me deixem com meu "guilty pleasure"!!!!! rs

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