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"As Montanhas se Separam", de Jia Zhang-Ke, 2015

Filme do dia (103/2017) - "As Montanhas se Separam", de Jia Zhang-Ke, 2015 - China, 1990 - Tao (Zhao Tao) é uma jovem dividida entre o interesse amoroso de dois pretendentes: Zhang Jinsheng (Yi Zhang) e Liangzi (Jiang Dong Liang). Ao escolher um deles, ela determinará o seu futuro.





Esse filme foi tão falado e elogiado quando passou nos cinemas do Brasil que me deixou interessadíssima em assisti-lo. Lembrar de não cair mais em golpes de marketing. O filme, na minha opinião, envergonha a tradição chinesa de fazer filmes ótimos e memoráveis. Começa que é um filme chinês feito para norte-americanos. Tudo nele me soou falso, nada me remeteu às obras de diretores chineses fabulosos, como Zhang Yimou, Chen Kaige ou Ang Lee. Fora isso, tem uma história truncada, que se passa em três tempos distintos e onde alguns personagens desaparecem sem deixar qualquer explicação do porquê foram incluídos na trama, porque não faria qualquer diferença se eles simplesmente não existissem. Senti falta da carga emocional extrema que normalmente os filmes chineses têm - até as emoções desta obra me soaram artificiais, com exceção, talvez, de uma cena (a cena em que Tao conversa com Daole). A trilha sonora é tão equivocada que chegou a me incomodar - lembrando de quão "surda" eu costumo ser para cinema. Para piorar, os personagens são antipáticos, sem carisma, sem apelo. A crítica pode tecer os maiores elogios ao filme, ele simplesmente não me tocou, nem me convenceu, quase um "Noé" chinês. Detestei e não consigo entender a fama de obra-prima que criaram em torno dele. (Obra prima é "Lanternas Vermelhas" , "Adeus, Minha Concubina", "O Banquete de Casamento"...).

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