• hikafigueiredo

"Bastardos", de Claire Denis, 2013

Filme do dia (202/2016) - "Bastardos", de Claire Denis, 2013 - Após o suicídio de seu cunhado e consequente internação de sua sobrinha Justine (Lola Créton) em um hospital psiquiátrico, Marco (Vincent Lindon) abandona o navio em que é capitão e vai em auxílio de sua irmã Sandra (Julie Bataille). No intuito de descobrir os motivos que levaram seu cunhado a se matar e tomando ciência de que sua sobrinha foi vítima de sérios abusos, Marco passa a investigar, por conta própria, um suposto credor da família, Edouard (Michel Subor). Para tanto,aproxima-se da amante de Edouard, Raphaelle (Chiara Mastroianni). Suas descobertas sobre os fatos serão estarrecedoras.





O filme mistura drama com thriller com um resultado que até seria satisfatório não fosse a evidente intenção da diretora em conturbar o entendimento do público. A história caminha em pulos, são omitidas passagens e informações, assim como são incluídas passagens que nada acrescentam ou, ainda, simplesmente não fazem sentido nem mesmo após o término do filme. Ao final, o espectador até entende o todo da história, mas algumas cenas e situações continuam sem qualquer explicação (a cena do encontro da bicicleta, a briga de Marco no meio da história... oi???? A que vieram????? ). Okay, entendi a intenção da diretora de criar um quebra-cabeças, tendo, o espectador, a tarefa de conseguir montá-lo - mas a inclusão de cenas completamente aleatórias e uma montagem propositalmente confusa me soaram desnecessárias e, até certo ponto, arrogantes. Tirando esses fatos, o filme até é interessante e conseguiu prender a minha atenção. O tema final é pesado, discorrendo sobre o abuso sexual e psicológico da personagem Justine, além do esfacelamento familiar dos personagens. O que mais marca o filme é sua montagem nada linear, como se as cenas tivessem sido embaralhadas e várias passagens completamente omitidas. Vincent Lindon dá peso ao personagem Marco e é uma virtude da obra. Os demais atores têm atuações apenas corretas, sem nada de espetacular. Lola Créton, que faz Justine, passa o filme todo com olhar vago e não profere sequer uma única palavra durante a história - sei lá, faltou algo aí. Bom... o filme é razoável, pelo que li, achei meio superestimado, mas se não é totalmente dispensável, também não estaria no topo de uma lista de indicações. Quer assisti-lo? Vai fundo, mas por sua própria conta e risco.

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