• hikafigueiredo

"Certas Mulheres", de Kelly Reichardt, 2016

Filme do dia (189/2018) - "Certas Mulheres", de Kelly Reichardt, 2016 - Laura (Laura Dern) é uma advogada às voltas com um cliente difícil; Gina (Michelle Williams) enfrenta dificuldades para construir a casa de seus sonhos; Jamie (Lily Gladstone) é uma tratadora de animais que se encanta por Beth (Kristen Stewart), uma professora de direito estudantil. Em comum, a luta solitária das mulheres para se firmarem em seus caminhos.





Com um argumento interessante, a obra desenvolve-se com extrema sutileza - tanta que é quase imperceptível a linha que une as três histórias. Na realidade, o espectador precisa fazer uma força tremenda para encontrar o fio condutor das histórias, sem o qual parecem três narrativas aleatórias e sem qualquer coisa em comum. Nem mesmo qualidade das histórias é homogênea, estando, a primeira, a anos-luz da última, a mais fraca delas. Não nego que existam passagens interessantes nas narrativas - a cena em que o cliente aceita um parecer jurídico por ter sido proferido por um homem após negar aceitar o mesmo parecer por ter sido oferecido pela advogada Laura; e o machismo implícito de Albert (René Auberjonois) ao ignorar a fala de Gina e ao negar-lhe um aceno; ambas as passagens são ótimas em evidenciar as desiguais relações de gênero e o machismo arraigado na sociedade. O problema é que, além dessas duas passagens, não tem mais nada minimamente interessante no filme!!!! A obra me soou uma grande, uma enorme, encheção de linguiça, especialmente a terceira história que não diz a que veio e é cheia de planos inúteis, que não acrescentam nada à narrativa. Nem mesmo o talento indiscutível de Laura Dern e Michelle Williams foram suficientes para transformar a obra em algo "saboroso" - naaah, filminho tremendamente fraco. Conselho: gastem seu tempo com filme mais interessante.

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