• hikafigueiredo

"Contágio", de Steven Soderbergh, 2011

Filme do dia (127/2020) - "Contágio", de Steven Soderbergh, 2011 - Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) acaba de chegar aos EUA de uma viagem a Hong Kong. Ela não se sente bem e reputa este fato ao jet lag. No entanto, sua condição piora e o que parecia uma simples gripe evolui para um quadro assustador.





Entrando no clima de pandemia por Covid-19, resolvi rever essa obra. Lembro que, ao assisti-la pela primeira vez, nos idos de 2011, achei-a um pouco exagerada, alarmista. Então, né... nunca tinha vivido uma pandemia. É incrível como o filme traz inúmeras similaridades com a realidade que temos vivido nos últimos meses (levando em conta o planeta inteiro). Desde a origem do vírus - no filme surgido de uma mutação de vírus de morcegos e porcos associados, na vida real advindos dos vírus de morcegos - até a capitalização da desgraça - na obra, financeira, na vida real, financeira e política -, o filme é uma verdadeira premonição daquilo que viria a acontecer oito anos depois. Só não chegamos - ainda - nos saques a supermercados, farmácias e residências, mas calma que a gente chega lá. Achei interessante como, no filme, por ignorância ou más intenções, pessoas instigaram a população a consumir medicamentos que, em tese, combateriam a doença, sem qualquer respaldo na ciência - qualquer semelhança com a hidroxicloroquina não é mera coincidência... Só não curti a forma como uma vacina, no filme, é desenvolvida - na obra isso acontece muito mais rápido do que ocorre na realidade, não são feitos testes em humanos, tudo rola de supetão, e sabemos que na verdade não é assim. Agora vejo que o roteiro é extremamente bem construído, seguindo, direitinho, como se dá uma pandemia, passo a passo. A direção de Soderbergh é cirúrgica, tudo muito bem alinhavado. Fotografia, direção de arte, som, tudo padrão Hollywood. No elenco, só nomes famosos. Além de Gwyneth Paltrow, quase irreconhecível, sem qualquer maquiagem (gente... incrível como a beleza das celebridades sai com água e sabão!!!), Matt Damon, Kate Winslet, Marion Cottilard, Laurence Fishburne, Bryan Cranston, Elliot Gould. Destaque para Jude Law como o filho da puta de plantão - que ódio do personagem dele... quão parecido com alguns tantos amaldiçoados na vida real! O filme é bem feito, bacana e, acima de tudo, instrutivo, vem bem a calhar nesse momento de quarentena. Quem puder, assista.

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