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  • hikafigueiredo

"Desejo e Reparação", de Joe Wright, 2007

Filme do dia (133/2017) - "Desejo e Reparação", de Joe Wright, 2007 - Inglaterra, 1935. Na casa de uma abastada família, a menina Briony (Saoirse Ronan), de treze anos, acaba de escrever uma peça de teatro. Pela janela, vê sua irmã Cecília (Keira Knightley) ter uma estranha reação frente a Robbie (James McAvoy), o filho da criada da casa - ela mergulha em uma fonte e de dentro dela sai encharcada e praticamente nua em decorrência das roupas molhadas. O episódio desencadeará reações dramáticas para todos os envolvidos.





Baseado no livro homônimo de Ian McEwan, a obra gira em torno da narrativa eivada de culpa de Briony, cuja atitude naquele fatídico dia traria consequências terríveis para as pessoas que ela mais amava. Prepare-se para ter seu coração partido em muitos pedacinhos e para odiar a personagem Briony pelo resto de sua vida (dane-se o mea culpa dela!!!!). Não dá para aprofundar muito mais para não dar um spoiler monstro, então paro por aqui. O filme é visualmente belíssimo, com uma direção de arte de época impecável e uma fotografia excepcional, com algumas cenas que lembram verdadeiras pinturas (a cena de Robbie na guerra, em um campo de flores vermelhas é absolutamente deslumbrante). Curti muito a música com som de teclas de máquina de escrever, muito pertinente. Também gostei da forma como, na primeira meia hora de filme, vemos o desastre se formar lentamente na nossa frente - angustiante. No elenco, uma Saoirse Ronan que, mesmo tão jovem, já acenava o seu talento; Keira Knightley está muito bem como a apaixonada e desesperada Cecília; James McAvoy, novinho e muito lindo (meu novo queridinho desde que assisti "Fragmentado"), faz um Robbie completamente entregue à paixão, além de consumido pelos acontecimentos; Benedict Cumberbatch faz um rico empresário, arrogante, sórdido, simplesmente odioso; e as maravilhosas Vanessa Redgrave e Brenda Blethyn fazem pequenos papeis como Briony idosa e como a mãe de Robbie, respectivamente. O filme é bem triste, bem feito e bem bom, vale a pena assisti-lo.

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