• hikafigueiredo

"Drama em Família", de Shari Springer Berma e Robert Pulcini, 2015

Atualizado: 23 de ago. de 2019

Filme do dia (59/2019) - "Drama em Família", de Shari Springer Berma e Robert Pulcini, 2015 - Década de 80. Jude (Asa Butterfield) e Teddy (Avan Jogia) são os melhores amigos desde a infância. Vindos de lares não tradicionais, passam, ambos, o seu tempo livre se drogando e bebendo. Quando Eliza (Heilee Steinfeld), enteada do pai de Jude, a quem o rapaz não vê há anos, chega à cidade, a vida dos dois amigos se transformará para sempre.







O filme é um drama leve que, no fundo, discorre sobre a cadeia de reações advindas de cada mínimo movimento que fazemos ao longo de nossas vidas. Sabe aquela história de que o bater de asas de uma borboleta pode ser responsável por um furacão do outro lado do mundo ? Então, essa é a lógica da narrativa. A ideia até é interessante, mas, quando a obra chegou ao final, tive uma profunda sensação de que tudo que tinha acontecido ao longo da história ocorrera de maneira errática. Não consegui ver um desenrolar muito lógico do que aconteceu, o que me causou certo desconforto. Apesar disto, o filme prendeu a minha atenção até o final, que, admito, não me agradou. Fora essa questão, outra coisa me incomodou - ao longo da narrativa, apareceram temas que não me pareceram corretamente situados no tempo. Ainda que a obra não delimite exatamente o ano em que a história se passa, acredito tratar-se dos primeiros anos da década de 80 (uma vez que o movimento punk ainda estava em alta). Ocorre que certas temáticas levantadas, tais como a disseminação da AIDS e o veganismo, tomaram vulto anos mais tarde, parecendo-me bastante deslocadas naquele momento retratado. Okay, não sou historiadora, posso estar enganada com relação a isto, mas a sensação de que tais coisas eram anacrônicas foi bastante forte. De qualquer forma, o filme ganhou muito com o elenco, que além do jovem Asa Butterfield (com seus olhos absurdamente azuis), contou ainda com o sempre ótimo Ethan Hawke como pai de Jude, e Emile Hirsch (que a cada dia está mais parecido com o Jack Black!!!), como Johnny, irmão de Teddy. Olha... é uma obra bonitinha... mas não passa muito disso, não. Se for ver, não espere demais que você poderá se frustrar....

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