• hikafigueiredo

"Dublê de Anjo", de Tarsem Singh, 2006

Filme do dia (20/2016) - "Dublê de Anjo", de Tarsem Singh, 2006 - Anos 20, EUA. Alexandria (Catinca Untaru) é uma garotinha de cinco anos que está hospitalizada. No local, conhece Roy (Lee Pace), um dublê que sofrera um acidente e que talvez não volte a andar. Roy, deprimido, passa o dia pensando em formas de se suicidar e começa a contar histórias a Alexandria, instigando-a a ajudá-lo nesse sentido, sem que a menina perceba.





O filme cria, através das histórias criadas pelo personagem Roy, um universo onírico, onde ficção e realidade se fundem. A pequena Alexandria transporta, para o seu mundo mágico, todos os elementos e pessoas da realidade, que passam a compor aquele universo fantástico. É, também, no espaço ficcional, que ambos os personagens "resolvem" seus problemas e aflições, um prato cheio para um psicólogo (rs). O filme é visualmente esplendoroso - a direção de arte e a fotografia são irretocáveis, abusando de locações exóticas reais, paisagens deslumbrantes e planos abertos. O filme é dividido entre o universo real e o mágico - o primeiro, em tons claros, tendendo ao sépia; o segundo, extremamente colorido, em tons vibrantes e contrastantes. Realmente, é um filme com muito poder visual. Apesar de Lee Pace fazer um ótimo trabalho de interpretação, é a pequena Catinca quem rouba a cena - ela é muito pequenininha e atua com uma naturalidade que impressiona, sendo impossível não se enternecer com a garotinha. A obra é boa e poderosa, mas - amante de dramas rasgados que sou - tem um certo tom de auto ajuda que me incomodou um pouco, mas isso é algo bem pessoal, que não deve se estender a todos os espectadores. Recomendo, em especial para quem gosta de filmes visualmente impactantes. PS - o filme faz uma bela homenagem ao cinema mudo ao mostrar trechos de obras daquele período.

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