• hikafigueiredo

"Love", de Gaspar Noe, 2015

Filme do dia (25/2016) - "Love", de Gaspar Noe, 2015 - Murphy (Karl Glusman) é acordado por um telefonema - a mãe de sua ex namorada Electra (Aomi Muyock) está preocupada porque não tem notícias dela há dois meses. Murphy, transtornado, passa a limpo, na memória, seu relacionamento com Electra.





Este filme foi considerado controverso pelas várias cenas de sexo explícito contidas nele. Na boa? As cenas de sexo não precisariam ser explícitas, mas, a existência delas também não me causaram nenhum estranhamento no contexto da história e, na grande maioria, aconteceriam naturalmente na vida de um casal de namorados. Em suma, foi feito muito barulho por nada (acho que os críticos só seguram na mãozinha de suas caras metades, deve ser isso). Mas, indo ao que interessa, o filme é uma bela retrospectiva de um relacionamento conturbado e visceral. A narrativa é fragmentada, não cronológica, e, como são as memórias quando repassadas, vai e volta no tempo, perpassando pelo geral e atendo-se a momentos mais significativos do relacionamento. O roteiro, na minha opinião ótimo, deixa claro que a relação do casal era extremamente apaixonada, beirando o doentio, com abusos e excessos de todos os lados. A fotografia e a direção de arte são fora do comum, lindíssimas. Muitas cenas - inclusive (ou especialmente) as de sexo - são verdadeiras obras de arte. O vermelho é usado constantemente na iluminação, nas roupas, nos móveis, como também aconteceu no excepcional "Irreversível" do diretor. A música, até onde reparei, foi adequada ao desenvolvimento da história. Gostei muito do filme, mas tenho que admitir que ele tem um ponto fraquíssimo: as atuações. Karl Glusman que faz Murphy é fraquinho, mas Aomi Muyock que interpreta Electra é um verdadeiro desastre!!!! Quando os personagens brigam, a expressividade de Aomi é a de um boneco de cera com narcolepsia!!!!! Entendo que devido às cenas de sexo explícito não seria mesmo muito fácil achar atores que topassem, mas, de boa, o Lars Von Trier foi muito mais feliz que Gaspar Noe na escolha de elenco de "Ninfomaníaca". Mas, a despeito das atuações, gostei da obra e recomendo para quem não tem preconceito com cenas de sexo explícito.

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