• hikafigueiredo

"Minha Vida Sem Mim", de Isabel Coixet, 2003

Filme do dia (51/2017) - "Minha Vida Sem Mim", de Isabel Coixet, 2003 - Ann (Sarah Polley) tem vinte e três anos, duas filhas, um marido desempregado e um emprego desinteressante. Um mal estar a leva ao hospital, ocasião em que descobre estar com câncer terminal. Disposta a aproveitar um pouco a vida que lhe resta e deixar tudo "organizado" para quando se for, Ann não revela a ninguém sua condição.





Filme triste e tocante, a obra tem o mérito de não descambar furiosamente para o melodrama, o que o tornaria piegas e detestável. Não, há tal equilíbrio no filme que consegue emocionar sem apelar para uma coisa meio histérica. Claro que há passagens mais "forçadas", mas nada que estrague o filme. Um ponto que eu gostei é que a personagem consegue manter sua dignidade até o final, isto é, a diretora não precisou enveredar pelos meandros da doença terminal, com aquele festival de hospitais remédios e sofrimento que um filme norte-americano provavelmente acolheria ( a obra é uma co-produção canadense e espanhola). O roteiro é bem enxuto e a narração em "off" compôs bem e não ficou apelativa. Sarah Polley merece elogios por sua atuação sutil, sem caras e bocas desnecessárias. No elenco, destaque para Deborah Harry como a mãe amarga e desiludida de Ann e Mark Ruffalo, com cara de dez anos (rs) e quase irreconhecível, no papel de Lee. Trilha sonora muito boa (amo a música "God Only Knows", do Beach Boys, que Ann canta para o marido <3 ). Filme triste, mas amorzinho.

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