• hikafigueiredo

"Não Aceitamos Devoluções", de Eugenio Derbez, 2013

Filme do dia (450/2020) - "Não Aceitamos Devoluções", de Eugenio Derbez, 2013 - Valentin (Eugenio Derbez) vive uma agitada vida de solteiro em Acapulco até o dia em que Julie (Jessica Lindsay), uma ex-amante, bate à sua porta e lhe entrega Maggie, uma bebê de alguns meses, afirmando tratar-se de sua filha, e sumindo logo em seguida. Com a filha a tiracolo, Valentin sairá ao encalço de Julie.





O filme trata-se de uma comédia dramática mexicana que discorre sobre o amor paterno e sobre o que os pais são capazes de fazer por seus filhos. Ainda que a obra tenha muitos alívios cômicos - que, para o meu gosto, quase nunca "funcionaram" -, o que pesa mesmo é o drama, inclusive com um desfecho completamente traumático, que me deixou arrasada. O roteiro é tão redondinho que mereceu uma refilmagem francesa, o já comentado "Uma Família de Dois" (2016), com Osmar Sy no papel principal, e um desfecho bem diferente. Infelizmente, os atributos da produção estão a anos-luz da qualidade do roteiro - impossível não perceber a limitação do orçamento do filme que leva a uma fotografia bem feijão com arroz, uma direção de arte um tanto quanto pobre (o que é a peruca do personagem Valentin no começo do filme?) e alguns "defeitos especiais" esparsos, mas, definitivamente, horríveis. A escolha de elenco também deixou um tanto quanto a desejar - Eugenio Derbez se mostrou melhor roteirista do que ator, pois ele carrega demais nas expressões, faltando-lhe sutileza nas cenas dramáticas e comicidade nas cômicas (sem contar que ele não convencerá jamais como "pegador" com o vizu meio "Mr. Bean" que ele tem); Jessica Lindsey também está longe de ser uma boa atriz, ainda mais que seu papel exige uma entrega que ela não demonstrou; o mesmo podemos dizer do elenco de apoio, todo mundo bem "marromenos". Quem se saiu melhor no filme foi a pequena Loreto Peralta como Maggie aos sete anos - a menininha é uma graça, bastante expressiva e muito esperta e talentosa!!!O desfecho vai arrancar lágrimas das pessoas mais sensíveis, com certeza absoluta. A obra é pobrinha, mas me parece mais correta que a refilmagem, de qualidade técnica muitíssimo superior e com uma alteração de final, para mim, bastante desleal. Não é um filmaço, mas é honesto e despretensioso. Eu gostei e recomendo com ressalvas (tem que dar uma passada de pano nos defeitos de produção, viu?).

PS - procurando o pôster do filme, descobri que foi feita uma versão nacional do filme com Leandro Hassum no papel principal. Nem preciso dizer nada, né....

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