• hikafigueiredo

"Não se Deve Profanar o Sono dos Mortos", de Jorge Grau, 1974

Filme do dia (163/2018) - "Não se Deve Profanar o Sono dos Mortos", de Jorge Grau, 1974 - Após de envolverem em um acidente na estrada, George (Ray Lovelock) e Edna (Cristina Galbó) se conhecem e Edna pede para George levá-la a casa de sua irmã, numa pequena cidade no interior da Inglaterra. No entanto, ao chegarem ao local, descobrem que ali os mortos estão retornando à vida.





Nesse curioso filme sobre zumbis, temos uma circunstância diferente do usual "apocalipse zumbi" - apenas os defuntos recém-falecidos retornam à vida, motivo pelo qual seu número é bem limitado, apenas 3 ou 4 mortos-vivos por vez, o que, entretanto, não os tornam menos letais. A obra, ainda, traz uma crítica interessante ao mau uso da ciência e à intervenção humana na natureza e cria uma teoria interna para o retorno dos mortos à vida (numa hipótese bem bizarra, mas não deixa de ser uma explicação). Também há uma crítica ao preconceito contra o novo, a juventude e a quem é diferente do "comum", lembrando que o filme se passa nos anos 70, época dos "hippies" e "cabeludos. Mas o que mais me chamou a atenção é que, ao contrário de qualquer filme de zumbi que já tenha visto, tem um momento, lááááá no finalzinho (sem spoilers), que você torce pelo zumbi(!!!!) - sério, isso acontece nessa obra! rs O filme começa vagaroso, mas vai ganhando ritmo ao longo da narrativa, ainda que fique longe das obras atuais sobre o tema (que têm ritmo de videogame). O filme é visualmente bem simples, não há efeitos especiais em profusão, limitando-se a alguns efeitos de maquiagem, mas que são suficientes para o que a história propõe. As interpretações são apenas medianas, sem grandes arroubos de inspiração e o que mais me chamou a atenção foi a beleza dos protagonistas, ambos lindos. Dentre as atuações, a melhorzinha, para mim, foi a de Jeannine Mestre como Katie, mas, mesmo assim, nada de outro mundo. Ah... é uma obra meio morna, mas tem lá seus encantos, gostei de assisti-la.

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