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"Nise - O Coração da Loucura", de Roberto Berliner, 2015

Filme do dia (182/2016) - "Nise - O Coração da Loucura", de Roberto Berliner, 2015 - Brasil, década de 1940. Após anos afastada, a psiquiatra Nise da Silveira retorna ao Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II (Engenho de Dentro). A médica encontra seus pares discutindo o uso da lobotomia e dos eletrochoques no tratamento da esquizofrenia e, revoltada com a violência a que eram submetidos os pacientes, nega-se a utilizar-se de tais procedimentos. Seus colegas, então, relegam-na a um setor desacreditado - o de terapia ocupacional. Ali, Nise passa a colocar em prática um tratamento mais humano aos internos.





O filme faz um pequeno recorte na história da psiquiatra Nise da Silveira e mostra como a médica teve de lutar contra o machismo, a ignorância e a arrogância dos colegas de profissão na busca pela humanização do tratamento psiquiátrico. Mostra, ainda, como a psiquiatra fez uso da arte para atingir seu intento, oportunidade em que revelou o talento de inúmeros pacientes, ajudando-os a se socializarem, a terem uma melhor qualidade de vida, a terem um outro canal de comunicação e, enfim, alcançarem uma melhora na sua saúde mental. Apesar do filme ser meio "quadradão", ele se desenvolve bem e segurou a minha atenção. Nise é interpretada como uma mulher perseverante, quase obstinada, humana e acolhedora, por Glória Pires, bastante bem no papel. Os inúmeros e desconhecidos atores que interpretaram os pacientes mereciam um prêmio conjunto por suas atuações viscerais, repletas de emoções das mais diferentes naturezas. Gostei bastante, até por achar um tema de grande importância em tempo de luta antimanicomial e humanização da medicina. Recomendo.

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