• hikafigueiredo

"Noites Brancas", de Luchino Visconti, 1957

Filme do dia (91) - "Noites Brancas", de Luchino Visconti, 1957 - Mario (Marcello Mastroianni) é um jovem solitário e romântico. Uma noite, num encontro casual, conhece a ingênua e sonhadora Natália (Maria Schell) e por ela se encanta. Ocorre que Natália aguarda, há um ano, o retorno de um homem misterioso que pode destruir os sonhos do jovem e apaixonado Mario.





A obra é uma adaptação de um conto de Dostoiévski, mas nada contém de crítica social por ser de uma rápida fase romântica do escritor. Nas mãos de Visconti, a história desenvolve-se com delicadeza, mas ainda distante da excelência cinematográfica de obras posteriores como "Morte em Veneza" e "O Leopardo". Eu diria que o filme é bom, o conto de Dostoiévski que talvez seja romântico demais para o meu gosto (rs). O personagem Mario é encantador em sua esperança implacável em conquistar Natália. Já Natália... bem.... detesto personagens femininas excessivamente frágeis e delicadas... logo... achei Natália uma chata sem tamanho e lá pelo meio do filme queria que caísse um meteoro nela. Apesar da personagem insuportável, o roteiro desenvolve-se bem, mas de maneira bastante tradicional. A fotografia P&B, bastante contrastada, dá um certo ar melancólico - todas as cenas do filme são noturnas e isso também ajuda nessa aura de angústia e tristeza. A trilha sonora é assinada por Nino Rota, compositor predileto de Fellini. Maria Schell faz Natália e admito que não gostei muito da atuação, mas pode ser porque também não gostei da personagem - seus pulinhos e gritinhos afetados me deram nos nervos. Já Marcello Mastrioanni, novinho, lindo, faz um Mario doce e delicado, muito diferente dos tipos malandros e descolados que fez posteriormente em inúmeros filmes. De tudo que eu conheço do diretor, esta foi a obra que menos me agradou - não digo que seja ruim, afinal Luchino Visconti NUNCA é ruim, mas está há anos luz de outros filmes espetaculares dele (talvez tenha sido excesso de expectativa também). Recomendo para quem quer começar a conhecer o diretor e não para quem já conhece outras obras dele.

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