• hikafigueiredo

"O Castelo dos Mortos-Vivos", de Warren Kiefer, 1964

Filme do dia (126/2022) - "O Castelo dos Mortos-Vivos", de Warren Kiefer, 1964 - França, início do século XIX. Um trupe de artistas de rua é convidada para se apresentar no castelo do Conde Drago (Christopher Lee). Eles se dirigem para o local sem saber que estão prestes a cair em uma armadilha.





Este, sim, fiel representante do terror gótico, o filme apoia-se na sólida formação da atmosfera sombria que o subgênero exige. A história começa com a ida do grupo de saltimbancos para o castelo do Conde Drago, diante de um vultoso pagamento. No local, eles se assustam com os inúmeros animais - aparentemente empalhados - que decoram o castelo. Na realidade, o Conde descobriu uma forma de mumificar qualquer ser vivente em questão de minutos, preservando perfeitamente a aparência que eles tinham em vida - e agora ele quer aumentar a sua coleção de "múmias". A narrativa é completamente linear, em um ritmo bastante moderado, aproveitando bem a atmosfera de tensão que lentamente se forma. Ainda que a história seja um tanto quanto previsível, ela se desenvolve bastante bem, não deixando pontas soltas ou "buracos". A fotografia em P&B apresenta-se extremamente contrastada, auxiliando na formação do clima sombrio - em muitas cenas, a iluminação parte de baixo dos personagens, voltada para cima, dando-lhes uma aparência fantasmagórica e assustadora. O elenco é encabeçado pelo icônico Christopher Lee como Conde Drago, numa caracterização, na minha opinião, um tanto equivocada (a maquiagem criou olheiras para o personagem que o deixaram mais parecido com um panda do que com alguém sinistro), mas com a boa interpretação de sempre (ele nunca decepciona!); Jacques Stany interpreta o personagem Bruno; Gaia Germani, a personagem Laura; Luciano Pigozzi, o personagem Dart; Antonio de Martino, o anão Nick; e Enni Antonelli, o surdo-mudo Gianni - da trupe de artistas, quem se destaca é a atriz Gaia Germani; o elenco ainda traz, ainda, Mirko Valentin como o assustador empregado do castelo, Sandro; Philippe Leroy como o "capitão" Eric; e Donald Sutherland, em começo de carreira, como o Sargento Paul. Olha... não vou dizer que o filme é absolutamente memorável, mas é uma obra simpática, com mais acertos que erros e que prende a atenção do espectador. Eu gostei. Para quem gosta de terror gótico, é uma pedida interessante.

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