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"Os Meninos que Enganavam Nazistas", de Christian Duguay, 2017

Filme do dia (98/2018) - "Os Meninos que Enganavam Nazistas", de Christian Duguay, 2017 - França, 1942. Numa Paris ocupada pelo exército alemão, a família Joffo precisa conviver com a política nazista estabelecida para os judeus. Roman (Patrick Bruel) e Anna (Elsa Zylberstein), ao intuir que serão deportados para a Alemanha, orientam os filhos a fugirem, ocasião em que Maurice (Batyste Fleurial) e Joseph (Dorian Le Clech), apesar da pouca idade, vêem-se soltos no mundo, precisando esconder de todos sua origem judaica para conseguirem sobreviver.





Baseado numa história real, o filme retrata as dificuldades enfrentadas pelos dois jovens irmãos para esconder suas origens e manterem-se vivos até o fim da ocupação nazista. Os dois meninos passam por toda a sorte de obstáculos, enfrentando, com coragem, seus medos e aguentando todo o sofrimento imposto pela ausência dos pais e dos irmãos mais velhos. Certamente a história verdadeira foi um pouco romanceada, mas, ainda assim, a vivência dos meninos, sua coragem, sua garra, são muito emocionantes e admiráveis. Prepare-se para muitas passagens tensas e aflitivas. A narrativa é suuuper tradicional, linear e praticamente cronológica - "praticamente" porque tudo é narrado como um grande flashback, mas não há idas e vindas no tempo . A direção de arte de época é caprichada e o filme tem uma linda fotografia em tons quentes. As interpretações são muito boas, com destaque para o ator mirim que faz Joseph, Dorian Le Clech - o garoto é ótimo e é responsável pelas melhores e mais tensas passagens da narrativa - e para Patrick Bruel que interpreta o pai dos meninos. É uma obra bonita, terna e extremamente humana. Assisti acreditando que seria um filme melodramático, daqueles manipuladores, que eu detesto, mas me surpreendi positivamente. É uma boa obra. Recomendo.

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