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"Othello", de Orson Welles, 1952

Filme do dia (184) - "Othello", de Orson Welles, 1952 - O mouro Othello (Orson Welles), apaixonado, desposa a doce e virtuosa Desdêmona. A relação, no entanto, será envenenada pelo ambicioso Iago.





O filme é uma transposição fiel do texto de Shakespeare para a tela. Justamente por isso, é uma redação rica, complexa, com termos arcaicos e nem sempre fácil de compreender. A história, conhecida de todos, acompanha a trajetória de Othello de seu casamento ao desfecho trágico. O filme tem o mérito de ter um cineasta de talento extremo como diretor - a desenvoltura de Welles com a câmera é patente, evidenciada pelos uso constante de ângulos diferentes, tomadas sofisticadas, muitas câmeras altas e baixas (plogée e contra-plongée). A fotografia do filme, bastante contrastada e recortada, ajuda a criar a sensação de descontrole do personagem. A ambientação e direção de arte também são primorosas. Orson Welles também era ótimo ator e conseguiu segurar muitíssimo bem o personagem, a despeito da caracterização de Welles como Mouro não convencer em hipótese alguma (hoje em dia ele seria linchado pela escolha de um ator branco para o papel, mas nem vou entrar nesse mérito). O filme é muito bom, merece ser visto e recomendo.

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