• hikafigueiredo

"Para Sempre Alice", de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, 2014

Filme do dia (62/2016) - "Para Sempre Alice", de Richard Glatzer e Wash Westmoreland, 2014 - Alice Howland (Julianne Moore) é uma professora de linguística na Universidade de Columbia que acaba de completar 50 anos. Ela vive um casamento feliz e tem três filhos. Pequenas falhas de memória levam-na a procurar um neurologista, o qual a diagnostica com um caso raro de Alzheimer precoce.





O filme é um retrato seco e doloroso da evolução da doença e de como o mal rouba a vida de seus portadores e dos familiares deles. Com bastante sensibilidade, a obra mostra a perda de memórias e de autonomia da personagem, ainda que ela lute bravamente contra a doença. É um filme bastante triste, porque, como Alice e sua família, também o espectador se sente impotente ante a evolução do Alzheimer. O roteiro é cuidadoso e captura pequenos detalhes da existência e do esvaziamento da vida de Alice, sem, contudo, descambar para o melodrama ou a pieguice (coisa bem comum em dramas norte-americanos). Além do roteiro enxuto, sem arestas e muito delicado, o filme conta com a extremamente feliz atuação de Julianne Moore, que recebeu, muito merecidamente, Oscar de Melhor Atriz pelo papel. O paulatino desmoronamento interno da personagem reflete nas expressões. na postura, no gestual da atriz, maravilhosa como Alice. No elenco ainda temos Alec Baldwin e Kristen Stewart que, a despeito da péssima fama que têm, estão bem em seus personagens, respectivamente marido e filha de Alice. De resto, o filme é padrão Hollywood - tudo muito certinho e nos conformes, sem grandes destaques. Eu gostei bastante, apesar de acabar meio deprê e recomendo sem ressalvas.

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