• hikafigueiredo

"Patton - Rebelde ou Herói?", de Franklin J. Schaffner, 1970

Filme do dia (55/2020) - "Patton - Rebelde ou Herói?", de Franklin J. Schaffner, 1970 - Norte da África, 1943. Na luta contra os alemães, um general norte-americano destaca-se por suas inúmeras vitórias - George S. Patton. Mas seu maior inimigo não está no campo de batalha, mas nele mesmo.





Nesta obra temos a biografia de um dos mais controversos militares da história dos EUA - George S. Patton. Ainda que penda um pouco para o heroísmo, o filme não deixa de mostrar os lados mais sombrios do general: seu destempero, seu linguajar chulo, seu relacionamento conturbado com outros militares, seu egocentrismo sem tamanho. A construção do personagem é ótima, mostra todas as idiossincrasias do general, bem como suas contradições. O filme é ótimo, apesar de seu formato bem tradicional e "quadrado"; no entanto, a obra me exasperou um pouco, não pelo filme em si, mas pelo personagem Patton. Não duvido que ele tenha sido um exímio estrategista e tenha ganhado o respeito de seus comandados, de seus pares e de seus inimigos, mas, na boa, o camarada era um psicopata!!! Ainda que o filme não romantize a guerra, é certo que o personagem Patton a glorifica. Não consigo entender quem almeje a guerra, quem se sinta bem mandando jovens para o campo de batalha, quem glorifique a luta e festeje as mortes - para mim quem vê uma guerra com olhar romântico, com orgulho de ter matado x inimigos, nada mais é do que um monstro, um lunático, um canalha. E, segundo a obra, era exatamente o que Patton era. Para piorar, Patton faria qualquer coisa pela sua vaidade extrema, inclusive "puxar o tapete" dos coleguinhas, arriscar o pescoço das tropas por egocentrismo e achincalhar seus aliados - psycho, o cara era total psycho!!!! O resultado é que assisti às quase três horas de obra incomodada com o personagem. George C. Scott está fenomenal como o general Patton, tanto que foi agraciado com o Oscar de Melhor Ator pela sua performance. O filme também recebeu o Oscar de Melhor Filme, Melhor Direção, Roteiro Original, Montagem e Direção de Arte - ufa! Coisa à beça! E merecidos! A obra é ótima, mas segue a linha do "encher a bola" dos EUA - o que me irrita profundamente. Ainda assim, recomendo!

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