• hikafigueiredo

"Rififi", de Jules Dassin, 1955

Filme do dia (211/2016) - "Rififi", de Jules Dassin, 1955 - No submundo do crime de Paris, Tony (Jean Servais) é um ex-presidiário que planeja, junto com outros três comparsas, o roubo a uma joalheria. Roubo consumado, os assaltantes terão de lidar com um grupo rival que quer se apossar das jóias recém roubadas.





Clássico "noir" francês, a obra é eficiente em criar tensão no espectador. A grande sequência do filme é, sem dúvida, a cena do assalto à joalheria - são trinta minutos sem diálogos ou música, somente com o pouco som ambiente, onde personagens e espectador angustiam-se com o tempo passando e o roubo em andamento. A cena final também merece destaque (sem spoilers). Destaque negativo para a cena que Tony surra sua ex-amante por ter sido abandonado por ela (uma das cenas mais machistas e misóginas que eu me lembro de ter visto no cinema). No cômputo geral, é um filme bom, sem ser fenomenal - apesar disto, o diretor foi premiado em Cannes em 1955. Curti, mas sem frisson, talvez por não ser especificamente fã de filmes "noir", mas, para quem gosta do gênero, vale a pena.

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