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"Samba", de Olivier Nakache, Éric Toledano, 2014

Filme do dia (191/2018) - "Samba", de Olivier Nakache, Éric Toledano, 2014 - Há dez anos como imigrante ilegal na França, o senegalês Samba (Osmar Sy) é detido e enviado para um centro de imigração, local onde conhece Alice (Charlotte Gainsbourg), voluntária em uma ONG que apoia imigrantes e refugiados. Quebrando todos os protocolos, Alice acaba se aproximando de Samba.





Nesse filme delicinha, temos uma pequena mostra da vida dos refugiados ilegais na França. Acompanhamos os percalços de Samba e de seu amigo Wilson (Tahar Rahim), cujo único anseio é conseguir sobreviver e se estabelecer no país. Para tanto, recorrem aos mais diversos meios para burlar a vigilância da imigração, quase todos ilegais. Mas não só sobre imigração é a obra, a qual ainda trata de amizade, companheirismo, lealdade, apoio mútuo e superação. A narrativa é bem tradicional, linear e cronológica. O filme pode ser classificado como um drama leve, com alguns alívios cômicos, como a deliciosa cena da limpeza de vidraças. Destaque total para a trilha sonora que conta, dentre outras músicas ótimas, com obras de Gilberto Gil e Jorge Benjor (ambas em duas excelentes cenas do filme). No elenco, o talento absoluto de Osmar Sy e de Charlotte Gainsbourg, a casca grossa queridinha de Lars Von Trier (casca grossa por ter sido a única atriz a conseguir fazer três filmes seguidos com o diretor, conhecido por "torturar" suas atrizes para tirar delas interpretações excepcionais), ambos ótimos em seus papeis, além de Tahar Rahim (esse, meu queridinho) e Izia Higelim, como, respectivamente, Wilson e Manu. O filme é gostoso, bem amarrado, leve, simpático. Não é uma obra antológica, mas é um filme muito bom. Recomendo com simpatia.

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