• hikafigueiredo

"Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal", de Joe Berlinger, 2019

Filme do dia (196/2020) - "Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal", de Joe Berlinger, 2019 - EUA, final da década de 60. A jovem mãe solteira Liz (Lily Collins) começa um relacionamento com um envolvente homem de nome Ted Bundy (Zac Efron). Anos depois, seu companheiro é apontado como o principal suspeito de uma série de assassinatos brutais.





A obra é a cinebiografia de um dos maiores serial killers da história, responsável por pelo menos trinta assassinatos escabrosos ocorridos ao longo da década de 70. A narrativa acompanha a trajetória de Bundy a partir de seu relacionamento com a secretária Elizabeth Kloepfer e, posteriormente, seu envolvimento com Carole Ann Boone, quando já se encontrava sob custódia. O roteiro é bem tradicional, tão "quadrado" que parece filme feito para televisão. A narrativa começa com um encontro entre Liz e Bundy na prisão e daí temos um gigantesco flasback retratando o relacionamento do casal, as acusações, o julgamento e a condenação de Bundy (isso não é spoiler, vai... todo mundo sabe que ele foi condenado!!!), retomando, ao final, a cena inicial e, finalmente, o desfecho. O ritmo é marcado e constante. Tecnicamente, é um filme absolutamente padrão, sem qualquer ponto que mereça destaque. Zac Efron - que, finalmente, perdeu aquela cara de adolescente que tinha até uns três anos atrás - interpreta sem brilho o assassino sedutor e me pareceu que ele ganhou o papel mais pela sua beleza indiscutível do que por sua capacidade interpretativa (eu tenho muita simpatia pelo ator, mas vamos combinar que ainda falta chão para o moço ter condições de fazer personagens mais complexos); Lily Collins se saiu um pouco melhor como a personagem Liz, mas, ainda assim, não foi uma interpretação digna de nota, bem como Kaya Scodelario como Carole Ann. Algo que me chamou a atenção foi a qualidade dos atores chamados para fazer pequenas participações: John Malkovich interpreta, com seu talento habitual, o juiz do caso; Jim Parsons interpreta o promotor; Haley Joel Osment, um pretendente de Liz. Curiosidade: o vocalista da banda Metallica, James Hetfield, faz uma ponta como policial. Aparentemente, a produção se preocupou bastante com as figurações... Apesar de achar a história interessante, muito por uma curiosidade mórbida acerca do assassino Bundy, o filme é apagado como uma lâmpada queimada. Não chega a ser péssimo, nem tem defeitos crassos, mas é totalmente desprovido de qualquer brilho. Recomendo apenas para quem tem interesse particular no tema ou em histórias macabras reais.

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