• hikafigueiredo

"Três é Demais", de Wes Anderson, 1998

Filme do dia (119/2015) - "Três é Demais", de Wes Anderson, 1998 - Max Fischer é um rapaz de 15 anos, estudante de uma tradicional escola norte americana. Apesar de sua proatividade e seu envolvimento com inúmeras atividades extracurriculares, Max não é um bom aluno. Ele fica amigo de Herman Blume, um milionário de meia idade e em depressão, ao mesmo tempo em que se apaixona por Rosemary, uma professora do colégio. Essas duas relações mudarão a vida de Max.





Eu gosto dos filmes do Wes Anderson - adorei "O Grande Hotel Budapeste" e "Moonrise Kingdom". Não sou tão fã de "Os Excêntricos Tennebauns", mas acho que talvez fosse só um mau dia. Certo é que seus filmes são bem característicos, com personagens pitorescos cujas condutas muitas vezes desafiam a lógica e o bom senso. Esse filme não fica atrás e, se eu não soubesse que era do Wes Anderson, desconfiaria depois de dez minutos de exibição. Nesta obra encontramos, mais uma vez, os personagens excêntricos e cheios de maneirismos - Max, além de esquisito, é blasé, arrogante, inconveniente, egocêntrico, insistente, mentiroso... sim, é difícil ter alguma simpatia por ele. Herman Blume (interpretado por Bill Murray) também não me despertou grande simpatia com seu olhar enfastiado. Temos também a história intrincada, cheia de detalhes, meio bizarra e até meio sem nexo. Esteticamente, temos os enquadramentos meticulosos, milimetricamente pensados, os quadros abertos, a direção de arte apurada, assim como a fotografia. Apesar de ser completamente Wes Anderson, o filme não me conquistou e admito que, se o vi até o fim, foi muito mais por teimosia do que por qualquer prazer. Mais uma vez, pode ser que eu apenas não estivesse num dia inspirado, mas minha primeira impressão não foi das melhores. Destaque para a trilha sonora com várias músicas legais que eu não conhecia.

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