• hikafigueiredo

"Uma Babá Quase Perfeita", de Chris Columbus, 1993

Filme do dia (305/2021) - "Uma Babá Quase Perfeita", de Chris Columbus, 1993 - O ator desempregado Daniel (Robin Williams) acaba de se separar de sua esposa Miranda (Sally Field). Sem ter pleno acesso aos filhos, ele cria a personagem Sra. Doubtfire, uma senhora inglesa, e passa a trabalhar como babá na casa da ex-esposa.





Com uma história ingênua, voltada para a família, a obra entra no meu rol de memória afetiva como uma das poucas que me arrancou gargalhadas mesmo após diversas revisitas. Sem ver o filme há anos, aceitei correr o risco de ter nova decepção, como ocorreu, recentemente, com a obra "A Lenda" (1985), mas, para o meu alívio, constatei que esta permanece como uma das melhores comédias familiares que já vi. A história discorre sobre um tema sério: o rearranjo afetivo e prático de uma família após um divórcio conturbado. O personagem Daniel, muito apegado aos filhos, encontra uma forma bastante inusitada de permanecer em contato com as crianças após o divórcio que delegou, à ex-esposa, a guarda delas - ator que é, cria uma personagem imaginária e passa a ter uma vida dupla como Sra. Doubtfire, uma babá inglesa que se torna responsável pelos infantes. Por mais inverossímil que seja a história, eu não consigo não ceder ao humor que a situação promove. Há cenas, no filme, que me tiraram o ar da primeira vez em que eu o assisti, ainda no cinema (sim, sou quase tão velha quanto a Sra. Doubtfire!!!! rs), com destaque absoluto para a cena da "máscara de suspiro" e a cena do jantar. É claro que a obra é uma bobagem ingênua e pueril, mas funciona de uma maneira inexplicável. Ou, talvez, explicável pelo talento inegável de Robin Willians que, embora tivesse versatilidade para encarar diversos papeis, inclusive dramáticos, tinha uma queda por personagens cômicos, interpretando-os com humor raro. A narrativa é linear, em ritmo intenso, num gostosa atmosfera leve e acolhedora. Tecnicamente, filme completamente convencional, padrão Hollywood, mas não blockbuster - tudo muito direitinho, sem fugir das fórmulas mais "quadradas". Além de Robin Williams, o filme conta com Sally Field no papel de Miranda, uma personagem complexa, às vezes intragável, às vezes doce e compreensiva, mas sempre uma mulher sob pressão tentando fazer o seu melhor (a maneira como a história mostra Miranda talvez merecesse uma discussão até mais aprofundada, mas me sinto incapaz de destrinchar o tema e acabar com minha experiência positiva acerca da obra); Pierce Brosnan interpreta o personagem Stuart, o novo namorado de Miranda; Harvey Fierstein interpreta o Tio Frank, irmão de Daniel, maquiador e gay; Lisa Jakub, Matthew Lawrence e Mara Wilson interpretam os filhos do casal (Mara Wilson ficou célebre como a personagem Matilda, alguns anos depois). O filme foi agraciado com o Oscar de Melhor Maquiagem (1994) e com o Globo de Ouro de Melhor Filme de Comédia e Melhor Ator em Comédia para Robin Williams (1994). Honestamente... o fato de adorar o filme e tê-lo visto mais vezes do que consigo contar, me faz ser incapaz de aprofundar qualquer análise. Pedindo perdão, vou me manter bem na superfície, pois o vejo com encantados olhos infantis. De qualquer forma, recomendo a obra com carinho, em especial para crianças, adolescentes e famílias.

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