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"A Marca da Maldade", de Orson Welles, 1958

Filme do dia (151/2016) - "A Marca da Maldade", de Orson Welles, 1958 - Vargas (Charlton Heston) é um honesto chefe de polícia mexicano que trabalha na fronteira dos Estados Unidos. Ele está em lua de mel com sua esposa Susan (Janet Leigh), quando, na cidade americana fronteiriça onde estão, ocorre uma explosão, matando um milionário. O xerife local é Hank Quinlan (Orson Welles), endeusado por sua eficiência em desvendar casos. Começa um jogo de forças entre Vargas e Quinlan para ver quem assume o caso, ocasião em que Quinlan mostra suas garras e revela sua índole.





Noir de qualidade indiscutível, "A Marca da Maldade" conta com a direção firme de Welles, responsável ainda pelo roteiro enxuto. A história retrata a luta do correto Vargas para desmascarar Quinlan, um policial corrupto, cujo sucesso nas investigações que encabeça se dá por conta de provas forjadas pelo agente da lei. O filme começa com um plano-sequência de tirar o fôlego, complexo até os dias de hoje, onde a câmera passeia de um lado a outro da fronteira entre Estados Unidos e México. Durante todo o filme temos a expertise cinematográfica do diretor eclodindo na tela - são enquadramentos sofisticados, escolhidos cuidadosamente; movimentos de câmera requintados; a fotografia escura e contrastada, típica dos filmes noir, criando um clima de sufocamento no espectador; a música de Henry Mancini pontuando a trama; e uma montagem precisa, ajudando da tensão crescente. Coroando tudo isso, as ótimas interpretações do elenco. Mas, impossível negar, quem rouba a cena, é a atuação próprio Welles, a imagem da decadência e da corrupção, com sua figura corpulenta e olhar embaçado, causando um misto de aversão e piedade no espectador. Ainda temos uma ponta da não menos icônica Marlene Dietrich, como a dona de bordel Tanya. Clássico entre clássicos, é um filme que merece ser visto por todo mundo que curte um cinema de qualidade. Recomendadíssimo.

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