• hikafigueiredo

"A Mulher Faz o Homem", de Frank Capra, 1939

Filme do dia (145/2017) - "A Mulher Faz o Homem", de Frank Capra, 1939 - O jovem e idealista Jefferson Smith (James Stewart) é eleito para o Senado. Sem qualquer experiência política, chega a Washington cheio de boas intenções e muita inocência. O que ele não sabe é que foi indicado para o cargo justamente porque políticos corruptos julgaram que ele não seria empecilho para suas falcatruas. Mas talvez eles estejam enganados.





Como é recorrente nas obras de Frank Capra, o filme é repleto de mensagens edificantes e uma grande, enorme, gigantesca dose de ingenuidade. Se por um lado temos uma carga grande daquele nacionalismo exacerbado norte-americano, sempre muito chato - lembrando-se, ainda, que estamos às portas da Segunda Guerra Mundial, com as potências da época prestes a se digladiar para conquistar a supremacia mundial, não apenas economicamente, mas, também, ideologicamente - por outro, temos uma exposição bem interessante de como o poderio econômico, aliado ao controle da mídia, pode ser nocivo para a população ao manipular a informação que chega às massas. Também gostei de como a corrupção é retratada - políticos desonestos aliando-se aos possuidores do poder econômico naquele típico jogo de "toma lá, dá cá". Como era de se esperar em se tratando de um filme desse diretor, o desfecho chega a ser fantasioso, mas não estraga o total da obra. Destaque para o papel de proeminência da personagem Saunders, assessora do personagem principal, surpreendente para a época. No elenco, o queridíssimo James Stewart, muito muito jovem, mas já com aquele misto de simpatia e bom-mocismo que sempre marcaram seus personagens; Jean Arthur interpreta Saunders, honesta e cheia de convicções e esperanças, aliada (na verdade, incentivadora) de Smith; Claude Rains faz o Senador Paine, o político corrupto de plantão, desonesto até os ossos; e Edward Arnold como o corruptor Taylor, milionário e dono de toda a mídia do estado de origem de Smith. O filme é muito bom e incrivelmente atual, a despeito da ingenuidade intrínseca a ele. Vale a pena assisti-lo.

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