• hikafigueiredo

"Amores Possíveis" de Sandra Werneck, 2001

Filme do dia (220/2021) - "Amores Possíveis" de Sandra Werneck, 2001 - Carlos (Murilo Benício) e Júlia (Carolina Ferraz) marcam um cinema, mas Júlia não aparece. Deste incidente, desenvolvem-se três histórias diferentes, com desfechos bem diversos.





Apesar de não ser grande fã do gênero romance, arrisquei essa obra, que se revelou um filme simpático, ainda que tenha localizado algumas questões problemáticas acerca dela. A história discorre sobre as possibilidades que se abrem a cada ação nossa e quão infinitas são as probabilidades dos relacionamentos e amores. A partir de um incidente - o "cano" que Carlos leva de Júlia - três histórias diferentes ligadas à relação desse casal de abrem. Diria que a premissa da narrativa é bastante otimista - o futuro como um mar de possibilidades e cada um de nós como personagem da nossa própria história livre para escolher seu caminho pessoal para a felicidade. Muito embora o argumento simpático, achei um pouco problemático o universo escolhido - tudo no filme é sofisticado e glamouroso, achei um pouco "white people problem" demais, mas entendo que, em 2001, algumas questões como representatividade não eram discutidas, de forma que a obra soa um pouco datada por essa razão. A narrativa alterna as três histórias, que correm em paralelo, evitando-se confusões pela caracterização dos personagens - diferenciação esta bastante feliz. O ritmo é moderado e muito bem dosado. A atmosfera é um pouco melancólica, mas com momentos mais animados. O filme tem uma fotografia bonita com um apelo meio publicitário. A trilha sonora é um ponto forte da obra, trazendo nomes como Chico Buarque, Zizi Possi e Ana Carolina. O elenco está ótimo, principalmente se considerarmos que o trio central - Murilo Benício, Carolina Ferraz e Emílio de Mello - interpretam, cada um, três personas diferentes, muito diversas entre si, algo necessário até mesmo para não confundir os personagens. O elenco de apoio também está muito bem com Irene Ravache, Beth Goulart e Drica Moraes. É uma obra simpática, bonitinha, otimista. Não traz discussões muito aprofundadas acerca dos relacionamentos, mas isso não estraga em nada a experiência. Eu gostei e acho um filme válido.

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