• hikafigueiredo

"Benzinho", de Gustavo Pizzi, 2018

Atualizado: 23 de ago. de 2019

Filme do dia (253/2018) - "Benzinho", de Gustavo Pizzi, 2018 - Irene (Karine Teles) é mãe de quatro filhos, esposa, dona de casa e trabalha para tirar uns trocados para ajudar na casa, que por sinal está a cair aos pedaços. Às voltas com a irmã que sofre violência doméstica, Irene é surpreendida com um convite para o filho mais velho ir jogar handball na Alemanha.





Nesse gostoso filme acerca da maternidade e da condição feminina, temos uma mulher tendo de lidar com inúmeros problemas e questões cotidianas que inundam sua vida dos mais diversos sentimentos e emoções. Irene é quase um símbolo da resiliência da mulher de classe média baixa, que, apesar de todos as dificuldades enfrentadas, apesar do desgaste, do cansaço e, por momentos, da dor envolvidos, consegue seguir adiante, ter esperança e até mesmo ser feliz. Minha leitura - que admito, pode ser bem particular - estabelece um diálogo desta obra com outra, também nacional - "Como Nossos Pais" (Lais Bodansky, 2017) -, mas, enquanto a primeira é cheia de vida, quase proporcionalmente às dificuldades vividas pela personagem, a segunda me soou totalmente fútil, já que a personagem principal me pareceu mais uma menina mimada do que uma pessoa sob desgaste físico e emocional (assumo que não gostei do segundo filme e me irritei de sobremaneira com a protagonista). Irene é uma guerreira, mas uma guerreira cheia de sonhos e repleta de doçura e amor, disposta a passar por cima de mágoas e perdoar, mas também a lutar furiosamente para defender os seus. O filme conta com um roteiro sensível, intimista, mas tem um ritmo constante e consegue permear o drama com alívios quase cômicos e cenas bastante leves, fazendo da obra um carinhosos registro da vida daquela família. Impossível não imputar grande parte dos sucesso e felicidade do filme à interpretação fantástica de Karine Teles - sua Irene é simplesmente adorável, dá vontade de entrar no filme para abraçá-la!!!! No elenco, ainda, Otávio Muller como Klaus, marido de Irene; Adriana esteves como Sônia, irmã da protagonista; e Konstantinos Sarris como Fernando, o primogênito de Irene. A obra é mega delicinha, daquelas que a gente fica triste quando acaba. Eu adorei, é muito amor envolvido!!!

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