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  • hikafigueiredo

“Enigma do Pesadelo”, de Lucio Fulci, 1987

Filme do dia (100/2023) – “Enigma do Pesadelo”, de Lucio Fulci, 1987 – Após um trote estudantil dar errado, a jovem Kathy (Milijana Zirojevic) acaba em coma no hospital. Seu espírito, no entanto, sedento de vingança, ocupa o corpo da estudante Eva (Lara Naszinsky) e passa a eliminar, um a um, seus desafetos.





Com fortíssima inspiração em “Carrie, A Estranha” (1976), o filme trata da vingança da jovem Kathy, vítima de bullying e maus tratos, contra seus cruéis colegas. Após um acidente causado por um trote estudantil, a garota acaba entrevada em uma cama de hospital, em coma, mas seu espírito encontra na estudante Eva, uma forma de se vingar. Eu fiquei bastante incomodada com um ponto da história – Kathy era vítima de bullying apenas por ser filha da faxineira da escola, frequentada por jovens ricos. Não que o bullying, por si só, já não seja condenável, mas a motivação classista conseguiu fazer o que era ruim ainda pior. Como em “Carrie, A Estranha”, não consegui ver, na personagem Kathy, uma vilã, uma assassina sanguinária, mas apenas uma vítima da maldade alheia. Resultado: minha empatia ficou muito mais inclinada à jovem vingativa que aos colegas desumanos. O formato da obra é igual a de tantos outros filmes de assassinatos em série – um a um, aqueles que fizeram mal a Kathy serão eliminados e, claro, sempre com muito sangue jorrando e vísceras à mostra. O filme, assim, aproxima-se tanto do cinema de terror slasher, quanto do giallo italiano. A narrativa é linear, em ritmo moderado. A atmosfera é de tensão, mas, o fato de a obra ser bastante previsível, faz com que a tensão fique bastante atenuada. Sim, o filme é previsível porque desde a primeira morte, sabemos que a personagem Kathy não sossegará e irá atrás de cada um daqueles que a humilhou. – o que, nem de longe, incomoda os fãs desse gênero. Achei os efeitos especiais fraquinhos para a época – quase década de 90 já, havia efeitos visuais muito melhores. Também não achei a fotografia ou o desenho de produção inspirados. O elenco é sinceramente risível, não tem um que salve ali, canastrice chegou e fincou bandeira. É um tal de caras e bocas, expressões faciais sem qualquer sutileza, interpretações chulés e sem nenhuma naturalidade. No elenco desastroso (que, ainda, precisa dar vida a personagens quase sempre insuportáveis), além de Milijana Zirojevic como Kathy e Lara Naszinsky como Eva, Ulli Reinthaler como Jenny e Jared Martin como o Dr. Robert. Eu achei o filme fraco, sem camadas, com pouca tensão e interpretações medíocres, sem contar no ranço que eu peguei pelo classismo da história. Não curti não e nem recomendo.

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