• hikafigueiredo

"Ex-Machina", de Alex Garland, 2014

Filme do dia (117/2018) - "Ex-Machina", de Alex Garland, 2014 - O jovem programador Caleb (Domhnall Gleeson) ganha um sorteio cujo prêmio é passar uma semana na residência de Nathan (Oscar Isaac), o bilionário CEO da empresa de tecnologia onde trabalha. Ocorre que, ao chegar ao local, descobre que foi escolhido para testar o protótipo de uma inteligência artificial criada por Nathan e que responde pelo nome de Ava (Alicia Vikander).





Filme interessantíssimo, cheio de questões filosóficas e morais e repleto de críticas, a obra consegue fluir fácil para quase qualquer público - desde aquele que quer divagar sobre os temas tratados até aquele que quer apenas um bom entretenimento. Para quem gosta de elucubrações, o filme discorre sobre a moralidade e responsabilidade da criação de uma inteligência artificial e quais os limites (ou ausência deles) envolvidos nessa ação - em outras palavras, qual o poder que o criador de uma inteligência artificial tem sobre sua criação e quais os limites éticos que devem ser impostos e/ou respeitados nessa conduta??? Além disso, surge a questão do que diferencia o ser humano da inteligência artificial - o fato de ter um corpo biológico justificaria uma ascendência do homem sobre a máquina??? Estas são apenas as questões mais óbvias, mas outras muitas poderiam advir da obra, como uma discussão acerca da objetificação feminina e do machismo, pautada pela materialização da inteligência artificial num corpo feminino padrão "revista masculina". Para quem não quer pensar em nada e muito menos discutir filosofias, a obra também agrada e pode ser digerida facilmente sem entrar nos temas já mencionados. A narrativa é tradicional e cronológica e flui sem sobressaltos. A atmosfera do filme é claustrofóbica em decorrência das características físicas da casa de Nathan. Visualmente, a obra é linda - além da fotografia limpa e da iluminação suave, o filme conta com efeitos especiais fantásticos - a conformação do corpo de Ava, parcialmente transparente, é incrível. As interpretações casam bem com os personagens - Caleb é um jovem ético e ingênuo e Domhnall Gleeson transmite isso com facilidade; Oscar Isaac pesou um pouco a mão no seu Nathan, não curti muito não, apesar de gostar bastante do ator. Alicia Vikander ficou perfeita como Ava, pois consegue equilibrar bem a máquina com a "alma" da inteligência artificial, não pesando para nenhum dos lados. Gostei muito do filme e recomendo com gosto!

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