• hikafigueiredo

"Má Educação", de Cory Finley, 2019

Filme do dia (379/2020) - "Má Educação", de Cory Finley, 2019 - Frank Tassone (Hugh Jackman) é o administrador de uma importante escola pública nos EUA. Apesar do colégio ter sido alçado ao quarto lugar no ranking de melhores escolas na sua administração, uma investigação acaba por indicar sérios problemas na forma como Tassone e sua auxiliar, Pam Gluckin (Allison Janney), conduziam as finanças daquela instituição.





O filme, baseado no caso real da escola Roslyn, discorre sobre o mais grave episódio de desvio de verbas já descoberto dentro do sistema educacional norte-americano, promovido pelos administradores do mencionado colégio. É interessante analisar como Frank Tassone, um ex-professor de literatura, foi responsável por um incrível desenvolvimento da escola no que se refere ao desempenho acadêmico, ao mesmo tempo em que se apropriou de valores na casa dos milhões de dólares, ao longo de mais de dez anos frente à administração daquela instituição de ensino. A obra fixa sua atenção na figura de Tassone, sua personalidade sedutora, sua imagem de sucesso e competência, que escondia um homem com características bastante doentias e valores para lá de flexíveis. A narrativa é linear e o ritmo é bem marcado e crescente. O roteiro é bastante enxuto e objetivo, dando ênfase nos personagens Tassone e Gluckin. Tecnicamente, o filme é bem padrão, sem grandes destaques em qualquer quesito. O maior diferencial, aqui, fica por conta do trabalho de atuação incrível de Jackman , que nos entrega um personagem complexo que pode ser agradável e instigante em um momento e, em outro, falso, manipulador e chantagista, capaz de mostrar uma faceta a um passo da psicopatia. Já Allison Janney nos traz uma personagem desde o princípio arrogante, crédula de estar acima do bem e do mal, insuportável - ainda que goste muito do trabalho da atriz, achei que faltou nuances na personagem interpretada por Janney. No elenco, ainda, Geraldine Viswanathan, Ray Romano, Rafael Casal e Alex Wolff, dentre outros. O filme é bacana, flui bem, mas, para mim, faltou um algo a mais, eu o achei muito "quadradão". Em todo caso, é interessante acompanhar o desmonte da farsa dos personagens. Recomendo, mas sem muito alvoroço.

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