• hikafigueiredo

"Pequeno Dicionário Amoroso", de Sandra Werneck, 1997

Filme do dia (16/2021) - "Pequeno Dicionário Amoroso", de Sandra Werneck, 1997 - Gabriel (Daniel Dantas) acaba de se divorciar. Ele conhece, casualmente, Luiza (Andréa Beltrão) e logo surge uma ponta bilateral de interesse.




Já havia visto esse filme no cinema, láááá atrás, na época do lançamento. Lembrava que havia achado muito simpático e resolvi conferir novamente. A obra envelheceu bem, mantendo-se criativa e agradável de ver. Como o nome já sugere, o filme se propõe a fazer um "apanhadão" de diferentes momentos do relacionamento amoroso, desde antes de seu início até o seu ocaso. A forma da obra é bastante original: através de alguns verbetes de dicionário em ordem alfabética, discorre sobre as muitas fases pelas quais passam os relacionamentos amorosos. Além dos verbetes, o filme faz uso de "depoimentos" dos personagens acerca do tema e, também, de pequenas cenas relacionadas a cada verbete destacado. É evidente que a obra trabalha com clichês - a mulher que fala muito, o homem que perde o interesse sexual na esposa, o amigo machista, e por aí vai -, mas o texto fluído e ágil de José Roberto Torero compensa esse fato. O filme também é eclético - temos uma parte muito alto astral, referente ao início da paixão, assim como temos a fase do "blue" decorrente do fim, mas, em todas, há uma pegada meio cômica (mais pronunciada no início por motivos óbvios). Mas, calma, a mensagem da obra é muito mais positiva do que o roteiro sugeriria e, quando chegar o desfecho, certamente o espectador terá um sorriso meio bobinho no rosto. As músicas compostas por Ed Motta merecem destaque e são responsáveis pelo clima de diversas cenas. Além do texto de ótima qualidade, a obra conta com um quarteto de atores experiente e bem articulado: Andréa Beltrão carece de apresentações - talentosa, versátil, tão boa para comédia como para o drama, está perfeita como Luíza; Daniel Dantas, da mesma maneira, também é um senhor ator, com as mesmas características e, no filme, desenvolve uma química inegável como Andréa Beltrão; Tony Ramos interpreta o colega de trabalho de Gabriel, um solteirão convicto e machista de carteirinha; Mônica Torres interpreta Marta, a melhor amiga cética de Luíza, uma atriz não tão renomada, mas uma ótima profissional. Glória Pires, José Wilker e marcos Winter fazem umas pontinhas no filme. Aah... o filme é fofo que só. Eu gostei da primeira vez que vi e voltei a gostar nessa revisita. Recomendo!

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