• hikafigueiredo

"Quatro Vidas de um Cachorro", de Lasse Hallström, 2017

Filme do dia (266/2017) - "Quatro Vidas de um Cachorro", de Lasse Hallström, 2017 - Na década de 1950, Buddy, um golden retriever, é adotado pelo menino Ethan. O tempo passa e Buddy morre de velhice. Buddy renascerá várias vezes, assumindo diferentes formas, mas jamais esquecerá seu primeiro tutor Ethan.





O diretor sueco Lasse Hallström sempre gostou de um drama rasgado e o fantástico "Minha Vida de Cachorro" comprova isso. No entanto, a sofisticação e profundidade encontradas nas suas primeiras obras deu lugar, pouco a pouco, a certo tom superficial e melodramático, bem ao gosto norte-americano - o que, na minha opinião, empobreceu a filmografia do ótimo diretor. Essa obra aqui traz esse tom, o que realmente não faz muito a minha cabeça. "Quatro Vidas de um Cachorro" traz uma mistura meio bizarra de preceitos espíritas com histórias dramáticas de cães e "filosofia canina" e é claro que essa fusão me soou, no mínimo, estapafúrdia. Além disso, o diretor pesou a mão no melodrama, aquela coisa superficial, meio forçada e com forte tendência manipulatória - nããããão, Hallström, você é muito melhor do que isso!!! De qualquer forma, é um filme que tem público cativo, pois, para muitos espectadores, esse drama chantagista e raso é exatamente o que eles procuram. Não vou dizer que não fiquei envolvida com a obra - não, eu admito que eu a assisti interessada na história. O problema é que eu percebi cada frase de efeito, cada música estrategicamente colocada e cada cena propositalmente feita para arrancar emoções (x ou y) do espectador e perceber essa manipulação me incomodou. Por outro lado, é claro que filmes com cães são fofos e despertam a imediata empatia de qualquer um que não seja um psicopata frio e calculista, então, não posso dizer que ele seja desprezível, mas, vamos combinar, é fraquinho sim. Destaque para algumas gostosas cenas dos cães brincando, que me faziam baixar a guarda imediatamente. Destaque também para um Dennis Quaid já vincado pela idade, mas por quem continuo tendo incrível simpatia. No fim das contas, a obra é bobinha, não se sustenta diante de uma análise nem muito aprofundada assim, mas consegue enternecer até quem tem coração peludo como eu. Quem curte cães vai gostar mais e vai entrar mais nessa onda de se envolver com a história piegas. Dá para assistir? Dá, claro que dá, mas não tenha muita expectativa com o que você vai encontrar, okay?

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