• hikafigueiredo

"Quem Me Ama, Me Segue!", de Jose Alcala, 2019

Filme do dia (442/2020) - "Quem Me Ama, Me Segue!", de Jose Alcala, 2019 - Quando Etienne (Bernard Le Coq), amante de Simone (Catherine Frot), vai embora da vizinhança onde ela mora, Simone entre em crise conjugal com Gilbert (Daniel Auteuil), seu rabugento marido. Não suportando mais o mau humor de Gilbert, Simone abandona tudo e vai atrás de sua felicidade ao lado de Etienne.




Eu gosto de comédias românticas. Gosto, também, de comédias francesas. Via de regra, gosto, ainda, dos filmes de Daniel Auteuil e Catherine Frot. Nada mais lógico, então, que gostar dessa obra aqui, certo? Errado! Muito embora este filme se encaixe em todas aquelas premissas, o resultado foi bem diferente do esperado. O roteiro parte de uma ideia que já foi explorada em outros filmes, como "Dois Velhos Rabugentos" (1993) - um triângulo amoroso entre pessoas maduras. O argumento me soa simpático, mas o desenvolvimento do roteiro deixou bastante a desejar, pois repleto de passagens pouco ou nada verossímeis, como, por exemplo, o repentino apego do menino Terence - interpretado pelo fofo Solam Dejean Lacréole - pelo insuportável avô Gilbert. Além disso, a história corre errática, sem um desenvolvimento sólido em uma direção única, mas com idas e vindas que não chegam a lugar algum. Assim, foi uma experiência cinematográfica um pouco frustrante, já que as expectativas eram altas. A narrativa é linear, o ritmo é ágil e a atmosfera é agradável. Apesar de não curtir muito a direção tomada pela obra, gostei da construção dos personagens e das interpretações. Danieul Auteuil está bom o suficiente para eu me irritar com seu Gilbert, um sujeito mal-humorado, preconceituoso, controlador e fingido. Adorei a personagem Simone, vivida pela ótima Catherine Frot, uma coroa cheia de vida e cansada de viver os sonhos do marido egoísta. Também gostei bastante de Bernard Le Coq como Etienne. Não vou dizer que a obra é um desastre, porque não é: é um filme sem personalidade, daqueles que rapidamente somem da memória. O desfecho, ao menos, saiu um pouco do lugar comum (eu estava crente que seria outra coisa) e até que me agradou. Não me animou, e, por isso mesmo, não recomendo.

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