• hikafigueiredo

"Razão e Sensibilidade", de Ang Lee, 1995

Filme do dia (106/2018) - "Razão e Sensibilidade", de Ang Lee, 1995 - Inglaterra, século XIX. Após a morte de seu marido, a Sra. Dashwood (Gemma Jones) e suas filhas Elinor (Emma Thompson) e Marianne (Kate Winslet) ficam em uma difícil situação financeira, já que quase a totalidade da herança da família foi para o filho do primeiro casamento do Sr. Dashwood. Estando na pobreza, as jovens não possuem qualquer dote, o que quase as impossibilitaria de casarem-se dentro de seu círculo social. Mas surpresas podem acontecer.





Primeiro livro de Jane Austen, a obra retrata a tradição e os costumes da época, sob a ótica de uma mulher daquele tempo. A história é romântica, delicada e o filme é competentemente dirigido por Ang Lee, mas eu, euzinha, admito que o tema não me agrada muito - ah, aquele monte de regra social, aquela vida fútil e vazia da sociedade dos "cavalheiros e damas" , da nobreza, aquela subserviência feminina, aquelas preocupações tolas, tudo isso me dá uma preguiça louca. Mas, afastando meu gosto por assuntos mais densos e mais fincados em outra realidade social, a obra tem o mérito de ser um retrato daquele momento e daquele estrato social e certamente vai agradar aquele público mais romântico e que gosta de temas leves e finais felizes. A obra conta com uma belíssima fotografia e uma direção de arte de época vistosa e realmente fascinante. O roteiro foi extremamente bem adaptado para o cinema, tanto que recebeu o Oscar da categoria, muito merecidamente. A escolha e direção de atores é um capítulo à parte, pois arrebanhou muita gente boa. Emma Thompson dá vida à discreta e contida Elinor e a fabulosa Kate Winslet está maravilhosa como a impulsiva e apaixonada Marianne. Apesar de não achar Hugh Grant um graaaande ator, eu o adoro e acho que ele é a imagem do homem inglês tímido e polido, aqui no papel de Edward Ferrars. Mas, meu coração pertence mesmo ao incrível Alan Rickman, sempre fenomenal, aqui como Coronel Brandon. Atenção para a participação de Hugh Laurie como o rabugento Sr. Palmer (quase uma reedição do Dr. House). O filme é ótimo para quem gosta do gênero romance+ filme de época. Se for seu caso, vai fundo.

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