• hikafigueiredo

"A Rena Branca", de Erik Blomberg, 1952

Filme do dia (61/2021) - "A Rena Branca", de Erik Blomberg, 1952 - Após ser rejeitada por seu marido, a jovem Pirita (Mirjami Kuosmanen) procura um xamã para auxiliá-la a seduzir seu companheiro. No entanto, o feitiço a transforma em uma criatura sedutora e maligna.




Ambientado em meio às terras geladas da Lapônia, na Finlândia, o filme já é interessante apenas por retratar uma realidade tão específica e diferente como a vivida por aquela gente. Mas além disso, a obra ainda traz uma história com jeitão de lenda nórdica e com um pé no "folk horror" ao discorrer sobre a jovem recém-casada que, na intenção de seduzir o marido, busca a ajuda de um xamã que lhe diz para sacrificar o primeiro ser vivo que ela encontrar no caminho para casa - no caso, uma rena branca. A jovem cumpre a orientação, mas, o resultado é que ela se torna uma criatura transmorfa: ela pode se transmutar em uma rena branca, mas, também, em uma linda e sedutora mulher que devora suas vítimas. A narrativa é simples, linear, em ritmo lento a moderado. A atmosfera é muito pouco tensa e, se não fosse a questão sobrenatural, sequer poderia ser classificada como terror, já que não causa angústia, medo ou tensão - eu a classificaria como fantasia, não como terror. O filme traz uma fotografia lindíssima, claramente auxiliada pelas belas paisagens nevadas, num P&B ultra contrastado (até pelo excesso de branco em cena) que chega a lembrar a estética expressionista. Destaque para a cena do xamã, a única que me evocou certa tensão. O começo da obra tem uma cara de documentário, que só muda mesmo à partir da cena do xamã, momento em que entramos, efetivamente, na narrativa fantástica. O filme é bem curtinho - 68 minutos apenas. Eu achei uma obra curiosa, por retratar uma vida tão diferente da nossa, mas a história, em si, não chegou a me empolgar. A visita fica por conta do freguês.

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