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“Eu Não Sou Um Herói”, de Rima Das, 2026

hikafigueiredo
há 1 dia
2 min de leitura

Filme do dia (40/2026) – “Eu Não Sou Um Herói”, de Rima Das, 2026 – Mivan (Bhuman Bhargav Das) é um menino de onze anos que vive em uma grande cidade indiana. Por questões financeiras, seus pais o enviam para a casa da tia paterna, Pahi (Sukanya Boruah), em uma aldeia rural distante. Inicialmente, Mivan tem um choque cultural, mas, com o passar dos dias, ele passará por grandes transformações.


 

Carregado de doçura e sensibilidade, este filme indiano discorre sobre amadurecimento, amizade, empatia, companheirismo, respeito às diferenças e choque cultural entre a vida urbana e a rural. Mivan, de onze anos, é um garoto que vive ligado à tecnologia, redes sociais e jogos eletrônicos, em um grande centro urbano na Índia. Mimado pelos pais, ele não tem grande empatia pelos demais e vive encerrado em sua bolha. Cheio de dívidas, seu pai decide enviar Mivan para passar uma temporada com a tia paterna Pahi em uma longínqua aldeia rural. Para Mivan, a mudança é um choque – as crianças locais brincam na natureza e entre si, não possuem celulares, e são bastante próximas umas das outras. A narrativa retrata a lenta mudança de olhar e conduta de Mivan, sua interação com outras crianças e outras realidades, a aproximação da tia que ele sequer conhecia devido a desavenças familiares e o desabrochar da empatia de Mivan não apenas para com as demais pessoas, mas também pelos animais. Inicialmente autocentrado, Mivan passa a abrir espaço para os novos amigos e para seus familiares, muito embora, por vezes, tenha atitudes equivocadas, apesar de suas boas intenções. A nova vida de Mivan desperta o que há de melhor no menino, que se mostra bondoso e acolhedor com as outras pessoas – essa narrativa otimista, que chega a ser até ingênua, me remeteu a outro filme indiano sobre a infância e o aprendizado, o excepcional “Como Estrelas na Terra” (2007). Destaco a interpretação natural dos atores mirins Bhuman Bhargav Das como Mivan e Mrinmoy Das como Rio, uns fofos. O filme é simpático, leve e sensível, mas o otimismo exacerbado acaba por mantê-lo um pouco na superficialidade. Mais uma vez, duvido que chegue aos cinemas, mas, quem sabe, alcance os streamings. Recomendo para quem quer um drama levinho e de fácil compreensão. Vigésimo quinto filme visto na 50ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

 
 
 

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