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  • hikafigueiredo

"16 Quadras", de Richard Donner, 2006

Filme do dia (343/2020) - "16 Quadras", de Richard Donner, 2006 - O já cansado policial Jack Mosley (Bruce Willis) é destacado, de última hora, para levar uma testemunha para o tribunal, onde será ouvida. O que Jack não sabe é que Eddie (Mos Def), a testemunha, é um criminoso que irá depor contra um policial corrupto de sua própria divisão e que seus colegas não estão inclinados a permitir que Eddie chegue ao seu destino.





É relativamente raro eu assistir filmes policiais, pois, para mim, são variações sobre o mesmo tema - todos muito parecidos. Ainda assim, tenho alguns filmes deste gênero na coleção e admito que tenho certa preferência por alguns atores, dentre eles, Bruce Willis, por quem nutro profunda simpatia, sabe-se lá porquê. Por este motivo, tenho esta obra que, se não tem nada de muito especial, também não é um desastre e, sim, tem o Bruce Willis no papel principal. O argumento é simples - um policial precisa conduzir uma testemunha para o tribunal a apenas dezesseis quadras do distrito policial. No entanto, essas dezesseis quadras serão infinitas tendo em vista a determinação dos colegas do policial em impedir que a testemunha deponha contra um deles. Se pensarmos bem na história do filme, percebemos que ela não tem muita lógica - se todos os policiais sabiam que a tal testemunha deporia contra o colega, não haveria porquê Jack não saber dela. Além disso, Jack em momento algum assume ser um policial exemplar, de forma que não haveria motivo para ele ir contra toda a sua divisão, inclusive contra seu parceiro de muitos anos. Assim, é meio evidente que o roteiro tem uns escorregões feios. Por outro lado, se você fechar os olhos a essa problematização - sim, eu gosto de problematizar -, o filme tem um ritmo bem frenético e consegue segurar a tensão e a atenção do espectador facilmente. E vamos combinar que, via de regra, os filmes policiais do Bruce Willis têm sempre umas soluções meio esdrúxulas, megalomaníacas e completamente inverossímeis - e o público não está nem aí para isso. A narrativa é linear, o ritmo, como já dito, alucinante e a atmosfera muito tensa. O filme É o Bruce Willis, sendo completamente voltado para seu público pessoal. O personagem Jack é igualzinho a tantos que o ator já fez - um camarada meio "looser", mas que, quando provocado, mostra ao que veio (e vira quase o super homem). Já o personagem Eddie é um pobre diabo por quem rapidamente passamos a torcer. Em suma: como eu disse no começo, o filme é mais do mesmo. Fãs do gênero ou do Bruce Willis vão gostar, mas dificilmente lembraremos da obra daqui a um ano. Valeu pela diversão. Recomendo para quem quer só um entretenimento rápido.

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