• hikafigueiredo

"7 Psicopatas e 1 Shih-tzu" de Martin McDonagh, 2012

Filme do dia (248/2020) - "7 Psicopatas e 1 Shih-tzu" de Martin McDonagh, 2012 - Marty (Colin Farrell) é um roteirista que está com dificuldades com seu novo roteiro acerca de sete personagens psicopatas. Ele recebe a ajuda de Billy (Sam Rockwell), um sujeito que sequestra cães para receber a recompensa. Quando Billy subtrai o shih-tzu de um chefão do crime, Marty vê sua história sair do papel e começar a acontecer na vida real.





Com um roteiro um pouco caótico - até porque mistura as histórias do roteirista Marty com o que acontece realmente com os demais personagens -, o filme é uma mistura de comédia com filme de ação. Não vou dizer que o filme vai arrancar gargalhadas porque não vai, mas há, aqui e ali, situações bizarras que vão divertir o espectador. Na minha opinião, a narrativa se perde um pouco com essa fusão do real com o que Marty escreve, mas, ao fim, as pontas soltas se resolvem e encontram um desfecho satisfatório. A obra é toda padrãozinho Hollywood, sem destaques quanto a quesitos técnicos. Mas há, ao menos, um ponto forte na obra: um elenco de primeira. Collin Farrell agrada no papel de Marty, um roteirista medíocre, beberrão e em crise criativa - eu sei que o ator não é um nenhum virtuose, mas tem suficientemente cara de "looser" para convencer no seu personagem; Sam Rockwell já tem um jeitinho de maluco por natureza e está muito bem como o tresloucado Billy; o mesmo podemos dizer de Woody Harrelson, um ator que eu adoro e que tem uma boa pegada para comédia e personagens pouco equilibrados, aqui no papel do mafioso Charlie; Christopher Walken, um ator excepcional e versátil, está excelente como o ambíguo Hans; e para completar o time, Tom Waits como Balthazar. Detestável perceber que não há uma única personagem feminina de destaque, com exceção de uma única cena interessante de Linda Bright Clay como Myra. Profissionais de peso como Harry Dean Stanton, Michael Stuhlbarg e Gabourey Sidibe fazem micro pontas inexplicáveis (o diretor de elenco devia ser uma pessoa com muitos bons contatos e querida no meio, só isso justifica). O filme é divertido, o espectador se sente envolvido pela história, mas é uma obra francamente esquecível em poucos dias. Ainda assim, é um bom entretenimento para quem quer só passar o tempo e se distrair um pouco.

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