• hikafigueiredo

"9 1/2 Semanas de Amor", de Adrian Lyne, 1986

Filme do dia (279/2020) - "9 1/2 Semanas de Amor", de Adrian Lyne, 1986 - Elizabeth (Kim Basinger) é uma bela e independente mulher que conhece o enigmático John (Mickey Rourke), dando início a um tórrido romance.





Hahahahaha!!!! Ai, que vergonha... Mas tenho de admitir... eu tenho esse filme na minha coleção. Em minha defesa, a obra tem lugar na minha memória afetiva porque foi visto e revisto na época do lançamento, o filme era o hit do momento e eu era uma adolescente de 16 anos, lembrando que as minas dessa idade naquele tempo não eram lacradoras como as atuais. Mas, também assumo que revê-lo para escrever sobre ele foi um choque. A obra foi o "Cinquenta Tons de Cinza" da década de 1980 e ganhou fama de erótico, sensual, "hot", em meio ao público, rótulo esse que, na época, assumi como verdadeiro. Revendo me dei conta que o filme trata, na realidade, de um relacionamento ultra-mega-master abusivo, não pelo erotismo e fetiches - a obra parece um manualzinho de fetiches leves bem ao estilo "porn for mommies" -, mas pelo nível de controle estabelecido, desde o início, entre John e Elizabeth. Ainda que o que salte aos olhos sejam as cenas super sensuais entre os dois personagens, a revisão me fez ver o grau de doença que aquela relação possuía, principalmente por não ser exatamente consentida por Elizabeth - ela entra no jogo de poder e controle de John de gaiata. Então, quem for ver, saiba que o que existe por detrás das cenas quentes é um relacionamento abusivo que não deve ser nem normalizado, muito menos romantizado, como foi no tempo de seu lançamento. Mas nem só de "podreira" vive a obra. As cenas eróticas, destacadas da questão do abuso, são realmente sedutoras e separadas do todo, podem bem ser utilizadas para dar aquela "aquecida" numa noite a dois (ou a três, quatro... kkkkkkk). O filme tem pelo menos duas cenas icônicas - a cena da comida e a mais conhecida, a do strip-tease: Kim Basinger não perdoa e dá um show de sensualidade de tirar da heterossexualidade parte do público feminino!!! kkkkk. Essas cenas são super bem orquestradas e é inegável a química entre o casal. O filme tem uma fotografia caprichadíssima, mas com óbvia influência do cinema publicitário - Basinger e Rourke estão ali sendo vendidos como a novo modelo de um carro caro ou como a "fragrância da moda". A trilha sonora foi, da mesma maneira, escolhida a dedo para levar ao limite toda a sensualidade do filme - assumo que ainda AMO essa trilha sonora, com destaque para a música "You Can Leave Your Hat On", da cena do strip-tease. As interpretações de Basinger e Rourke, ainda que não sejam dignas de nota, servem aos propósitos do filme e, repito, o casal tem uma química impressionante. E pensar que as meninas suspiravam pelo Mickey Rourke por conta deste filme - ainda que gato, não queria esse personagem nem pelo meu peso em ouro (e olha que isso é ouro à beça! kkkkk). O filme, no final das contas, é uma bela porcariazinha, mas tem seu lugar na memória afetiva e por mais que macule minha coleção de filmes, vai continuar ali, na primeira prateleira onde estão as obras com numerais nos nomes, podem me julgar... Se eu recomendo é por 1. exemplificar como uma relação a dois não deve ser; e 2. aproveitar uma cena aqui ou outra ali para dar o "start" numa pegação básica. Só serve para essas coisa, como cinema é bem meia boca.

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