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“A Casa dos Sonhos”, de Jim Sheridan, 2011

  • hikafigueiredo
  • 28 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Filme do dia (63/2025) – “A Casa dos Sonhos”, de Jim Sheridan, 2011 – Will Atenton (Daniel Craig) é um renomado editor de livros que se demite para se tornar escritor. Ele se muda com a família de Nova York para uma pequena cidade em Connecticut, mas logo começa a perceber estranhos acontecimentos na casa para a qual se mudou.


 

A sinopse do filme sugere tratar-se de um filme de terror, mas, na realidade, a obra é um razoável thriller que conta com um plot twist, na minha opinião, prematuro e um desfecho um pouco fantasioso, ainda que não impossível. Tudo se inicia com a mudança do nosso protagonista Will Atenton para uma bela casa no interior de Connecticut, junto com Libby, sua esposa, e suas duas filhas pequenas. Com o passar dos dias, a família começa a desconfiar que anda sendo observada, pois diferentes membros dela chegam a ver vultos do lado de fora do imóvel. Quando Will começa a investigar, descobre que a residência foi palco de um terrível crime que mobilizou a cidade inteira, mas, o que ele constata depois é ainda mais assustador. Preciso parar por aqui por conta de spoilers, mas afirmo que o que surge em seguida é um plot twist surpreendente – mas talvez um pouco deslocado no tempo, o que leva a uma quebra na tensão que demora a se reconstituir. Confesso que eu já havia visto a obra e lembrava vagamente de sua história, então tive a sensação de comer uma refeição requentada, o que certamente atrapalha um pouco as minhas impressões. Por outro lado, eu também sabia toda a história de “Psicose” (1960) quando o vi pela primeira vez e nem por isso tive a sensação de algo morno, então, existe a chance de “A Casa dos Sonhos” ser só um thriller menos empolgante mesmo. Não vou dizer que seja um filme ruim, mas existe um flerte meio insistente com clichês do gênero e uma brincadeira um pouco frágil acerca do que é ou não real. Ao longo da narrativa, ainda, cresce uma dúvida no personagem principal e no espectador e o deslinde dessa dúvida me soou forçado e pouco convincente, não resistindo a uma análise mais apurada. Okay, eu costumo ser analítica demais em filmes deste gênero, o tipo da espectadora chata, é bem possível que alguém que queira só curtir a obra goste dela mais do que eu. Nem é que eu não gostei, mas ele não me arrebatou, sabe? Mesmo o elenco talentoso parece que não encontrou o tom, principalmente Daniel Craig, mas, também, a maravilhosa Naomi Watts, que, aqui, interpreta uma vizinha da família. Completando o elenco principal, Rachel Weisz como Libby, esposa do protagonista. O filme, enfim, é desses que passam desapercebidos e que não duram muito tempo na nossa memória. Dá para ver? Dá, mas não espere demais para não se decepcionar. Segundo o Justwatch, está disponível em streaming no Apple TV.

 
 
 

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