“A Casa Monstro”, de Gil Kenan, 2006
- hikafigueiredo
- 22 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Filme do dia (71/2025) – “A Casa Monstro”, de Gil Kenan, 2006 – Quando o vizinho idoso e rabugento, Epaminondas (Steve Buscemi), sofre um ataque, D.J. (Mitchel Musso) começa a perceber estranhos acontecimentos ligados à casa do idoso. Com a ajuda de seu amigo Bocão (Sam Lerner) e da esperta Jenny (Spender Locke) ele passa a investigar o que de estranho tem aquele imóvel.

Mesclando comédia e terror, essa divertida animação traz as desventuras de três pré-adolescentes às voltas com uma casa misteriosa. O protagonista D.J. passa os dias observando seu vizinho Epaminondas, um velho rabugento que faz questão de manter todas as crianças longe de sua propriedade. Certo dia, Epaminondas sofre um ataque e é levado pelo resgate. D.J., junto com seu amigo Bocão, percebe que a residência de Epaminondas parece ter vida própria e, num ato de coragem, evita que a escoteira Jenny seja atacada pela casa. Juntos, os três jovens tentarão descobrir os segredos daquele lugar. Com um ritmo dinâmico e muito marcado, a animação consegue envolver o espectador enquanto acompanha a luta dos personagens para derrotar a monstruosa casa. Ainda que o roteiro seja bem amarrado e explique satisfatoriamente quais forças agem no imóvel, confesso que parte da explicação me deixou desconfortável. A questão da personagem Constance é o ponto sensível para mim, pois, muito embora a mágoa dela seja justificável por conta de seu histórico de dor e sofrimento, sua condição de “vilã” me soou extremamente injusta. Pode até ser que a intenção do diretor tenha sido expor como o bullying e a crueldade moldam pessoas, tornando-as, eventualmente, más, reativas e vingativas, mas não consigo aceitar o resultado – que Constance precise ser combatida a qualquer preço, pois, para mim, ela é a grande vítima da história. Condoída com a questão de Constance, acabei tendo mais pena do que prevenção contra a personagem. A atmosfera, por sua vez, é de tensão quase constante, lembrando o climão de “Coraline” (2009) ou de “O Estranho Mundo de Jack” (1993). Apesar de não ter um traço realista, as expressões e a movimentação dos personagens têm algo de bem real. A dublagem original traz nomes pouco conhecidos – Mithcel Musso, Sam Lerner e Spencer Locke, como o trio principal – misturados a atores muito consagrados – Steve Buscemi, Maggie Gyllenhaal, Kathleen Turner, Catherine O’Hara. A animação concorreu ao Oscar (2007), de Melhor Animação, bem como ao Globo de Ouro (2007) e ao Critics’ Choice Awards, na mesma categoria. É uma animação bem feita e gostosa de se assistir. Recomendo. Disponível (por pouco tempo) na Netflix.



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