• hikafigueiredo

"A Chave Mestra", de Iain Softley, 2005

Filme do dia (259/2020) - "A Chave Mestra", de Iain Softley, 2005 - Caroline (Kate Hudson) é uma enfermeira de doentes terminais que é contratada para cuidar do idoso Ben (John Hurt), em uma casa isolada nos pântanos do sul dos EUA. No entanto, ela sente que tem alguma coisa de errado com a esposa de Ben, Violet (Gena Rowlands), e começa a desconfiar que ela possa ser um perigo para seu marido.





Filmes de terror, com certa frequência, vêm acompanhados de atores iniciantes ou pouco talentosos. Tenho uma teoria de que, quando o elenco é de qualidade, as chances do filme ser realmente bom aumentam substancialmente. Olhem só esse elenco!!! Gena Rowlands, John Hurt, Kate Hudson e Peter Skarsgard - definitivamente um elenco incrível para qualquer obra. A história gira em torno da preocupação da personagem Caroline com seu paciente Ben e brinca com o imaginário do espectador, que tenta descobrir os segredos por trás das suspeitas da enfermeira. A reboque, espíritos, crendices e magias que permeiam as histórias do lugar. O roteiro é muito bem amarrado, tanto que, na minha opinião, serviu de inspiração (talvez um pouco mais do que simples inspiração) para outro filme de terror bacana e de sucesso um pouco mais recente. A atmosfera é pesada e entra forte no terreno do terror psicológico, com somente uma ou duas cenas de "jumpscare". Gostei da construção dos personagens, do idealismo de Caroline, à má vontade de Violet com a jovem cuidadora de Ben, tudo tem uma justificativa. Quando a gente vê pela segunda vez, percebe que tem, aqui e ali, alguns "easter eggs" dando dicas que, da primeira vez, acabam por passar batido. E voltamos ao elenco. Kate Hudson está muito bem como Caroline, mas quem rouba a cena, na verdade, são os veteranos Gena Rowlands e John Hurt, ambos envoltos em muito mistério e com interpretações que dispensam, na maior parte das vezes, palavras (o olhar de desespero de John Hurt como Ben bastaria para alçar o filme a um patamar bem acima da média). Claro, é um filme de terror, não possui a profundidade de um drama ou documentário - e nem pretende isso - mas é uma obra de muita qualidade dentro do gênero. Eu adoro esse filme. Recomendo para quem curte o gênero.

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